
Em entrevista ao Programa Canal Livre, veiculada neste domingo (28/04/2019) na TV Band, o governador Rui Costa (PT-BA) apresenta visão de estadista, percepção crítica dos problemas nacionais e ideias para superação. A entrevista durou cerca de 50 minutos, foi medida por Rafael Colombo, Fernando Mitre, Thais Herédia e o cientista político Fernando Schuler e foi apresentada em três blocos.
Durante a entrevista, Rui Costa disse que a proposta de previdência do Governo Bolsonaro deve ser modificada em quatro pontos e que isso é um consenso entre os governadores do Nordeste. “Nenhum país relevante adotou a capitalização da previdência”, disse. Ele defendeu a equidade nos direitos previdenciários entre servidores e trabalhadores celetistas.
O governador reconheceu erros do PT no governo federal, mas destacou investimentos realizados da educação, com a ampliação do número de universidades federais, escolas técnicas e implantação do programa de creches para atendimento pré-escolar.
Demonstrando autocrítica, avaliou que Partido dos Trabalhadores colocou em segundo plano a reforma política, porque estava focado em mudanças estruturais e na melhoria do bem-estar da sociedade. Outro aspecto equivocado foi a adoção das desonerações com forma de incentivo à produção.
Ele revelou que o Estado da Bahia tem perfil de endividamento baixo e que possui baixa arrecadação tributária per capita.
Sobre o Consórcio Nordeste, destacou que é um instrumento político de gestão, que viabiliza o compartilhamento estratégico de ações e investimento dos Estados do Nordeste.
Ao abordar o setor da educação, disse que apenas 10% dos recursos investidos são oriundos do governo federal e que os outros 90% são realizados por estados e municípios.
Ao comentar sobre encontro entre governadores do Nordeste e membros do Governo Bolsonaro, criticou a deseducação do ministro Paulo Guedes ao tratar com governadores. “Falta traquejo no tratamento”, afirmou.
Apresentando discurso sutil, criticou, também, Sérgio Moro por condenar o ex-presidente Lula sem provas, interferir no processo eleitoral de 2018 e, na sequência, ter sido beneficiado com o cargo de ministro da Justiça do Governo Bolsonaro, em uma nítida atuação para atingir meios de Poder pessoal.
Dentre os desafios que os governantes enfrentam, ele avaliou que o orçamento público foi sequestrado por corporações de Estado, remuneradas com salários incompatíveis com a renda média da população.
Confira vídeo
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