Deputado Rodrigo Maia defende manutenção de estados e municípios na reforma da Previdência

Rodrigo Maia: ou enfrentamos esses desafios ou vamos todos para o mesmo lugar, o colapso.
Rodrigo Maia: ou enfrentamos esses desafios ou vamos todos para o mesmo lugar, o colapso.
Rodrigo Maia: ou enfrentamos esses desafios ou vamos todos para o mesmo lugar, o colapso.
Rodrigo Maia: ou enfrentamos esses desafios ou vamos todos para o mesmo lugar, o colapso.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, defendeu que os estados e municípios sejam mantidos na reforma da Previdência (PEC 6/19). Maia participou nesta segunda-feira (06/05/2019) da Segunda Edição do Congresso das Cidades do Piauí, com o presidente do Senado, David Alcolumbre, e o governador do estado, Wellington Dias.

Para Rodrigo Maia, não adianta resolver o problema do sistema previdenciário federal e os estados continuarem com problemas fiscais e dificuldades de pagamento de aposentadorias, pensões e salários de servidores.

“Acho que a gente tem que ter responsabilidade de compreender que, como deputados, nós temos que aprovar uma regra que organize o sistema previdenciário do Brasil para os municípios, dos estados e da União. Eu considero isso muito importante e acho que a gente tem que tentar enfrentar compreendendo aqueles parlamentares que têm objeção por questões locais”, disse o presidente.

Nesta quarta-feira (8), os 27 governadores participarão de almoço na residência oficial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Rodrigo Maia e o presidente da República, Jair Bolsonaro, vão participar do encontro. Entre os temas em discussão estarão a reforma da Previdência e o pacto federativo.

Resistência

A proposta encaminhada pelo governo altera o sistema de Previdência Social para os trabalhadores do setor privado e para os servidores públicos de todos os Poderes e de todos os entes federados (União, estados e municípios). No entanto, a parte relativa aos estados e municípios enfrenta resistência entre os deputados por conta de suas bases eleitorais.

“Mas hoje, na situação que o Brasil vive não há mais disputas locais. Ou nós vamos enfrentar esses desafios ou vamos todos para o mesmo lugar: para o colapso social e para o colapso previdenciário do Estado brasileiro”, afirmou.

Ele reafirmou que despesas obrigatórias crescem de forma líquida de R$ 40 bilhões a R$ 50 bilhões todo ano. Maia negou que o governo federal tenha perdido as condições de aplicar recursos em saúde e educação em razão do teto de gastos.

“O que é responsável pela redução dos gastos é que cada ano que passa o governo federal tem menos recursos em despesas discricionárias e investimentos”, criticou.

Reforma tributária

Rodrigo Maia disse ainda que espera criar a comissão especial para debater a reforma tributária em duas ou três semanas. Segundo ele, a PEC 45/19 pode ter sua admissibilidade aprovada nesta semana na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto simplifica o sistema tributário nacional pela unificação de tributos sobre o consumo.

“Todos sabem que, para os municípios e a União, a reforma da Previdência é vital para o futuro dos brasileiros. Mas divide a sociedade. Parte da sociedade discorda da reforma da Previdência. A reforma tributária é diferente. Ela unifica a sociedade que está cansada de pagar tantos impostos e dá confusão no sistema tributário brasileiro. Mas de alguma forma, se a gente dialogar com os governadores, vai atingir a Federação”, finalizou o presidente.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.