“Sérgio Moro e operadores da Lava Jato devem responder por improbidade e crime de prevaricação”, diz deputado Robinson Almeida

Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro. Reportagens do The Intercept evidenciam conluio entre o então juiz Sérgio Moro e o membro do MPF, com a finalidade de corromper a República e alcançar objetivos pessoais de Poder.
Sérgio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Bolsonaro. Reportagens do The Intercept evidenciam conluio entre o então juiz Sérgio Moro e o membro do MPF, com a finalidade de corromper a República e alcançar objetivos pessoais de Poder.

O deputado estadual Robinson Almeida (PT) sugeriu, em posts no Twitter, nesta quinta-feira (13/06/2019), que o ex-juiz e hoje ministro da Justiça do governo Bolsonaro, Sergio Moro, junto com o procurador da República, Deltan Dallagnol, respondam por “improbidade e crime de prevaricação” e que o ex-presidente Lula tenha suas condenações anuladas uma vez que as denúncias foram simuladas, como revela trecho dos diálogos tornados públicos pelo site The Intercept Brasil. A hashtag #MoroTraidorDaPatria foi o assunto mais comentado do Microblog um dia depois de nova matéria do site dirigido por Glenn Greenwald, divulgada na noite de quarta-feira (12), revelar mais mensagens em que o juiz Moro orienta Dallagnol nas ações da força tarefa, ação vedada pela Constituição Federal. Em diálogo de 31 de agosto de 2016 pelo aplicativo Telegram, Dallagnol é cobrado por Moro para desencadeamento de uma nova operação e responde que uma delas “depende de Articulação com os americanos”.

“O dano à soberania e economia nacional é gravíssimo e, por si só, já obriga não só o fim das condenações políticas, que interferiram nas eleições, mas, também, a responsabilização dos mentores da lava jato por improbidade e crime de prevaricação. #MoroTraidorDaPatria #LulaLivre”, escreveu o parlamentar.

O deputado considera, ainda, que houve um aparelhamento ideológico das instituições da República, “corrosão” do Estado Democrático de Direito e que ações dirigidas pela operação Lava Jato foram planejadas pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos para interferir no processo eleitoral, facilitar a apropriação de riquezas naturais, como o pré-sal, por multinacionais americanas e “fragilizar” empresas brasileiras que cresciam no cenário internacional.

“Em conluio com os EUA, como aponta as msgs, Moro e a Lava Jato fragilizaram a economia nacional, as principais empresas brasileiras, agravando a crise e o desemprego. Nunca foi, como sempre denunciamos, o combate à corrupção. A Lava Jato se constituiu em um instrumento político cujos objetivos eram criminalizar o PT, manipular a opinião pública e abrir caminho para medidas que comprometem nossa soberania nacional”, enfatizou Robinson, na sequência de posts.


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