Feira de Santana, situada na Região Metropolitana da Bahia, é a sexta maior cidade do interior do país, com uma população maior que oito capitais estaduais. Consolidada no vale do Rio Jacuípe, na borda ocidental do Recôncavo baiano, é o principal centro urbano, político, educacional, tecnológico, econômico, imobiliário, industrial, financeiro, administrativo, cultural e comercial do interior da Bahia e um dos principais do Nordeste, exercendo influência sobre centenas de municípios do estado.
Além de maior, é também a principal e mais influente cidade do interior da região Nordeste. Foi a primeira cidade da América Latina a ter um plano diretor. A Lei provincial nº 1.320, de 18 de setembro de 1873 elevevada à categoria de cidade. Antes era apenas uma vila. Segundo o IBGE, sua criação se deu por decreto de 13 de novembro de 1832. Conhecida como a “Princesa do Sertão”, Feira, como é carinhosamente chamada, tem mais de 600 mil habitantes, e celebrou seus 186 anos de emancipação politica em 18 deste mês, cercada de carinho e admiração de todos os baianos.
Uma programação especial celebrou a data, começando pela missa festiva na Catedral Metropolitana Senhora Santana com a presença do prefeito Colbert Martins e demais autoridades municipais. À noite aconteceu a entrega das medalhas da Ordem do Mérito de Feira de Santana no Spazzio Eventos, onde foram admitidos 54 novos membros, entre os quais, três grandes comendadores. Os três agraciados são desembargadores do Tribunal de Justiça da Bahia, com destaque para o desembargador Jatahy Junior, que já foi juiz de direito na cidade e preside, atualmente, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia. Magistrado de escol, é –nas sendas do Direito Comum e Eleitoral-, um dos mais destacados na Bahia e do Brasil.
O outro foi o prestigiado desembargador Mário Alberto Hirs, que já presidiu o Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal Regional Eleitoral. O terceiro foi o desembargador Baltazar Miranda Saraiva, jurista, julgador emérito e escritor. O evento foi registrado no TRE/BA pelo desembargador Edivaldo Rotondano, que propôs uma Moção de Aplauso aos seus colegas e que fou aprovada pela Corte por unanimidade, sendo que, ao nominar o desembargador Baltazar Miranda, Rotandano destacou que “este, aliás, já recebeu milhões de medalhas”.
*Luiz Holanda, advogado e professor universitário.










