
A inapetência intelectual e administrativa de Ricardo Salles (Novo), extremista de direita e ministro do Meio Ambiente do Desgoverno Bolsonaro, é sobeja.
Enquanto os desastres ambientais se acumulam, em função da política de degradação ambiental liderada pelo presidente Jair Bolsonaro com apoio da fiel vassalagem, Ricardo Salles atua para que os danos sejam de longa duração no ecossistema do Brasil.
A inapetência do extremista foi, inclusive, questionada no Supremo Tribunal Federal (STF), pelo partido Rede Sustentabilidade, em decorrência da omissão ao não coibir o desmatamento na Amazônia, que ocasionou em ecocídio ambiental de substantiva poporção.
Sobre o episódio de ecocídio da Floresta Amazônica, observa-se que Ricardo Salles foi alertado, durante meses, através de comunicados de cientistas do próprio governo, lotados no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), sobre o eminente desastre ambiental na Amazônia, mas nada fez, a não ser atacar a comunidade de cientistas.
Desastre ambiental no litoral do Nordeste
Em outro episódio, decorrente de derramamento de óleo em alto-mar, cujo resultado da degradação ambiental ficou perceptível para a população do Nordeste, com o fato do desastre ambiental ter atingido a costa da região em 2 de setembro de 2019, Ricardo Salles demonstrou, mais uma vez o quanto a incompetência dele é danosa aos interesses do país.
Reportagens de diversos veículos, inclusive da BBC News Brasil, demonstram que o ministro do Meio Ambiente foi omisso na contenção do desastre ambiental. Ao mesmo tempo em que ações judiciais foram protocoladas pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o Governo Bolsonaro e foi cobrado da Justiça Federal que obrigasse os extremistas a conter e reparar o dano ambiental.
Apenas 34 dias após a contaminação de extensa parte do litoral do Nordeste ter sido atingida pelo óleo é que Ricardo Salles esteve na Região. No dia (16/10/2019) ele sobrevoou as praias da Bahia para acompanhar a degradação ambiental, proveniente das manchas de óleo oriundas de alto-mar e, ao invés de adotar medidas efetivas para solucionar o dano, repetiu a tática dos néscios que dirigem o país, agredindo Rui Costa (PT), governador da Bahia.
— Estive pessoalmente na Bahia anteontem, percorri de Salvador a Praia do Forte. Eu vi centenas de fuzileiros navais, agentes do IBAMA, equipes municipais, mas não vi ninguém do Governo Estadual. — Publicou Ricardo Salles no Twitter.
Em resposta ao incompetente ministro, Rui Costa publicou:
— De helicóptero realmente não tinha como ver. Fazer foto e dizer que trabalhou é muito fácil. Deixe de fazer política e trabalhe. O senhor já sabe o que causou esse gravíssimo acidente ambiental? Além de nada, o que o senhor fez? Não quero acreditar em preconceito contra o Nordeste.
E acrescentou:
— Foram removidas, por equipes do Governo da Bahia, mais de 155 toneladas deste material, entretanto, precisamos de um posicionamento e de resoluções do Governo Federal, através da Marinha e do IBAMA, que são os responsáveis pelo cuidado com o oceano, mas continuam em silêncio.
Vagabundos e criminosos
Em síntese, quando se trata de incompetência e negligência o Desgoverno Bolsonaro é insuperável. Talvez tenha sido por essa razão que os correligionários do presidente condenem as práticas bolsonaristas.
Neste aspecto, o deputados Waldir, líder do PSL na Câmara dos Deputados, qualificou o presidente Jair Bolsonaro de “vagabundo”. Enquanto a deputada Joice Hasselmann (PSL-BA), ex-líder do Governo no Congresso Nacional, insinuou prática de crimes realizados pela família Bolsonaro.
Por fim, sobre a incompetência de Ricardo Salles em lidar com questões ambientais, foi o próprio partido Novo, ao qual ele está filiado, que cogitou a demissão do ministro, no episódio envolvendo ecocídio de parte da Floresta Amazônica.
*Carlos Augusto, jornalista e cientista social.
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