Em agosto de 2020, inflação na Região Metropolitana de Salvador fica em 0,13%

Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em 0,13% na Região Metropolitana de Salvador. O resultado desacelerou em relação a julho, quando o índice havia sido de 0,62%, mas ficou acima da variação de agosto de 2019 (0,04%).

Foi a maior inflação para um mês de agosto, na RMS, desde 2015, quando o IPCA havia sido de 0,41%.

A inflação de agosto/20 na RM Salvador (0,13%) foi menor que a verificada no país como um todo (0,24%) e a mais baixa dentre as 11 áreas que tiveram aumento médio dos preços.

No mês, Campo Grande/MS (1,04%), Goiânia/GO (0,66%) e Brasília/DF (0,58%) tiveram os maiores índices. Cinco regiões tiveram deflação, lideradas por Aracaju/SE (-0,30%), Região Metropolitana de Fortaleza/CE (-0,23%) e RM Rio de Janeiro/RJ (-0,13%).

Com o resultado de agosto, o IPCA da RM Salvador acumula alta de 1,48% no ano de 2020, mantendo movimento de aceleração nesse indicador frente ao acumulado até julho (1,34%). A alta de janeiro a agosto está acima também do verificado no Brasil como um todo (0,70%).

Nos 12 meses encerrados em agosto, a inflação acumulada na RM Salvador também seguiu em alta, indo a 3,23% (frente a 3,13% no acumulado até julho) e se manteve acima do índice nacional (2,44%).

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, no acumulado no ano e no acumulado nos 12 meses encerrados em agosto de 2020.

Habitação (0,85%), saúde (0,62%) e comunicação (1,75%) puxam inflação de agosto para cima, na RMS; educação (-2,49%) tem queda histórica

A inflação de agosto na RM Salvador (0,13%) foi resultado de aumentos verificados em cinco dos nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA.

A maior alta ocorreu em comunicação (1,75%), puxada fortemente pelo acesso à internet (12,18%), que teve o maior aumento dentre as centenas de produtos e serviços investigados pelo IPCA na RM Salvador e também exerceu a principal pressão inflacionária individual do mês de agosto. O aumento se deveu ao reajuste no valor cobrado pela prestação de serviços de banda larga.

Com a segunda maior alta, o grupo habitação (0,85%) teve, em virtude do seu peso no orçamento das famílias, a maior contribuição para a inflação da RMS. Foi puxado pela energia elétrica (1,20%) e pelo aluguel (1,41%).

Outro aumento relevante no mês veio do grupo saúde e cuidados pessoais (0,62%), com altas de peso nos produtos farmacêuticos e óticos em geral (0,99%) e nos perfumes (2,54%).

Apesar dos aumentos na maior parte dos grupos (em 5 dos 9), a inflação de agosto na RM Salvador foi contida, sobretudo, pelas deflações em educação (-2,49%) e nos alimentos e bebidas (-0,19%).

A queda nos preços do grupo educação (-2,49%) foi recorde: a mais intensa desde o início do plano Real, em 1994. As retrações nos preços do ensino fundamental (-4,83%) e na pré-escola (-8,78%) foram as principais influências.

Já os alimentos tiveram sua primeira variação negativa em 2020, depois de terem ajudado a puxar a alta da inflação em todos os meses do ano. Houve quedas tanto na alimentação em casa (-0,14%) quanto na alimentação fora (-0,32%). Cebola (-23,30%), batata-inglesa (-21,11%) e banana-prata (-15,02%) foram alguns itens alimentícios que mais ajudaram a conter a inflação de agosto, na RMS.

Na RM Salvador, INPC foi de 0,24% em agosto

Na Região Metropolitana de Salvador, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação das famílias com menores rendimentos, ficou em 0,24% em agosto, abaixo do 0,67% registrado em julho deste ano, mas ainda maior que a deflação de -0,18%, de agosto de 2019.

O INPC de agosto na RM Salvador (0,24%) ficou menor que o índice nacional (0,36%) e foi a 3a menor alta entre as 16 áreas pesquisadas pelo IBGE.

No acumulado de janeiro a agosto de 2020, o INPC está em 1,85% na RM Salvador, acima do registrado no país como um todo (1,16%). Nos 12 meses terminados em agosto, o INPC acumula alta de 3,49% na RMS, enquanto o acumulado nacional está em 2,94%.


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Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
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