Durante entrevista coletiva remota ocorrida nesta quinta-feira (18/03/2021), o prefeito Colbert Martins, em conjunto com o médico Marcelo Britto, secretário da Saúde de Feira de Santana e a infectologista Melissa Falcão relataram o preocupante quadro de esgotamento de leitos de UTI e de medicamentos para tratamento de pacientes com a forma mais grave da Covid-19.
Rede privada
Eles informaram que na rede privada de saúde não existem mais leitos para pessoas que detenham planos assistenciais e que uma parte deles está sendo atendido pelo Hospital Geral Clériston Andrade (HGCA), unidade de saúde pertencente a rede estadual.
Rede pública municipal
Na rede municipal da saúde a situação não é diferente. Alguns leitos de estabilização das Unidades de pronto Atendimento (UPA) foram transformadas provisoriamente em leitos de UTI e alguns pacientes aguardam a liberação de leitos para iniciar o tratamento.
O secretário da Saúde informou, também, que faltam medicamentos para o tratamento de pacientes com a Covid-19, a exemplo de anticoagulantes e relaxante muscular para intubação endotraqueal, e que os níveis de estoque de oxigênio são preocupantes.
Marcelo Britto explicou que as medicações estão em falta no país e que o Ministério da Saúde está tentando realizar uma compra emergencial internacional. Com relação a produção de oxigênio, ele disse que as empresas estão com turnos de 24 horas, mas a demanda crescente é maior do que a capacidade produtiva.
Quadro pandêmico
A médica infectologista Melissa Falcão avaliou que as projeções indicam que Feira de Santana não atingiu o pico pandêmico e que os dados apontam para um movimento crescente de infectados pelo coronavírus para os próximos 30 dias.
Medidas sanitárias
O prefeito Colbert Martins, visivelmente abatido com a grave crise sanitária que afeta o sistema da saúde de Feira de Santana, do estado da Bahia e do Brasil, apelou para que a população adote medidas sanitárias de distanciamento social, uso de máscara e álcool gel e que evitem aglomerações.
Ele declarou que não tem como expandir o número de leitos de UTIs disponíveis no município, porque existe o fator limitador de profissionais da saúde disponíveis para contratação e que é necessário que a população contribua com a contenção da pandemia.
O gestor negou que vá ampliar as medidas de restrição de atividade tomadas até o momento e confidenciou que não tomou a vacina, embora, na condição de médico, esteja na linha de frente de combate a pandemia.
“Estou aguardando a vacinação atingir o publico da minha para que possa ser imunizado”, afirmou.
Colbert Martins Filho tem 68 anos.
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