Judô paralímpico do Brasil vai quatro vezes ao pódio na Inglaterra

O judô paralímpico do Brasil conquistou quatro medalhas nesse domingo (20/06/2021), no último dia do Grand Prix de Warwick (Inglaterra). Alana Maldonado (categoria até 70 quilos) e Meg Emmerich (acima de 70 kg) ficaram com a prata, enquanto Rebeca Silva (acima de 70 kg) e Wilians Araújo (acima de cem quilos) foram bronze. O evento serviu de preparação para a Paralimpíada de Tóquio (Japão).

Campeã mundial em 2018, prata na Paralimpíada do Rio de Janeiro dois anos antes, Alana superou a uruguaia Mariana Mederos, a croata Lucija Breskovic e a georgiana Ina Kaldani no caminho até a decisão, onde foi derrotada pela mexicana Lenia Alvarez. O duelo, de grande rivalidade, envolveu as duas judocas mais bem colocadas no ranking mundial da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, sigla em inglês).

“Foram duas competições muito importantes depois de mais de um ano sem lutar. Na primeira, em Baku [Azerbaijão, em maio], cheguei à final e conquistei o ouro. Agora é focar, ajustar e chegar em Tóquio para ser campeã paralímpica”, comentou a brasileira, número um do mundo, ao site da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV).

Destaque, também, ao combate 100% verde e amarelo entre Meg e Rebeca, pela semifinal da categoria acima de 70 kg, vencido pela primeira. Como cada país pode classificar para Tóquio somente uma judoca por peso, a luta foi uma espécie de confronto direto pelo posto de representante do Brasil. Na final, Meg, número três do mundo, foi derrotada pela italiana Carolina Costa, líder do ranking, enquanto Rebeca (quarta) garantiu o bronze ao superar a ucraniana Anastasiia Harnyk (sexta) na repescagem.

Já Wilians, sétimo do ranking mundial e segundo melhor judoca da classe B1 (cego total), caiu na semifinal da categoria acima de cem quilos para o georgiano Revaz Chikoidze, número três do mundo. Na repescagem, o brasileiro levou a melhor sobre o britânico Jack Hodgson (sexto) e garantiu o bronze.

“Só eu sei o que passei para estar aqui, a minha família, minha esposa. A perda do meu pai [Severino, no ano passado] foi um ippon [golpe de pontuação máxima no judô] que a vida me deu. Essa medalha aqui é para ele. Foi um ciclo conturbado, com duas cirurgias. Só pude participar de quatro competições das sete que valiam pontos para Tóquio. E saio daqui classificado. Para mim, é uma vitória muito grande”, disse Wilians, também ao site da CBDV.

Outros três brasileiros competiram neste domingo, sem medalhas. Na categoria até cem quilos, Antônio Tenório perdeu na segunda luta da repescagem para o uzbeque Sharif Khalilov. O tetracampeão paralímpico recupera a melhor forma após um longo período de recuperação da infecção pelo novo coronavírus (covid-19). Arthur Silva (até 90 kg) e Harlley Arruda (até 81 kg) também não avançaram.

No sábado (19), Lúcia Teixeira conquistou a única medalha de ouro brasileira em Warwick, na categoria até 57 quilos. Em maio, no Grand Prix de Baku, a delegação brasileira também conquistou cinco pódios. A equipe retorna ao país e tem mais uma fase de treinamento em São Paulo, prevista para 11 a 20 de julho, antes da ida para o Japão.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.



Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da CMFS: Campanha de abril de 2026 2.
Banner do Governo da Bahia: Campanha sobre Feiras Literárias.
Banner do INSV 20260303.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading