Proteção e garantia dos direitos da infância e juventude na Bahia foram fortalecidas com as gestões do PT; ECA completa 31 anos

Governos petistas apostaram em políticas públicas para crianças e adolescentes e estruturam a administração pública para garantir a proteção e direitos dos jovens.
Governos petistas apostaram em políticas públicas para crianças e adolescentes e estruturam a administração pública para garantir a proteção e direitos dos jovens.

A proteção e garantia dos direitos das crianças e adolescentes, previstas há 31 anos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tiveram um grande avanço na Bahia a partir do governo Jaques Wagner, com a promulgação da Lei Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, número 12.586, de 2012. A lei possibilitou a reorganização do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente (CECA), interiorizando o conselho, a partir de representações dos Territórios de Identidade da Bahia, de todas regiões da Bahia.

“Antes, o CECA tinha conselheiros apenas da capital. A partir do governo Wagner, ampliou-se a participação de crianças e adolescentes em espaços de participação e incidência política, especialmente nas escolas estaduais”, afirma a conselheira do Conselho Estadual de Direitos de Criança e do Adolescente, Vera Carneiro, que também é coordenadora da Comissão de Mobilização e Formação (CMF) do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA).

Com a promulgação da Lei Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente houve um incentivo maior ao esporte, à cultura, ao lazer, através de diversos projetos, de acordo com Vera Carneiro. “Destacamos também a mudança e melhoria na concepção de ações socioeducativas, desenvolvida a partir da Fundação da Criança e Adolescente (Fundac), que tem desenvolvido ações fantásticas. Outros avanços a politica de reduzir as desigualdades sociais, e que as crianças e adolescentes que mais sofriam estas desigualdades e com isso, houve uma redução no trabalho infantil”, afirmou.

O governo do estado, nas gestões petistas, também se estruturou para assegurar proteção às crianças e adolescentes criando a Coordenação de Criança e Adolescente dentro da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), atendendo a uma demanda do CECA. Dessa maneira, o governo do estado apoiou a realização de conferências livres, conferências municipais, conferência estadual dos direitos da criança e adolescente, bem como o funcionamento do Conselho Estadual Através do Fundo Estadual da Criança e Adolescente (FECRIANÇA).

A conselheira do CECA, Vera Carneiro, ressalta ainda que as gestões do PT mudaram completamente a forma de tratar a questão da infância e juventude na Bahia, que antes eram encaradas como um problema para a sociedade. “A partir dos governos do PT, crianças e adolescentes passam a integrar o orçamento, passam a ser preocupação nas políticas públicas. Precisamos agora, ampliar políticas de combate ao trabalho infantil, de combate à violência. Especialmente na Educação do estado que melhorou, mudou currículos, pensou mais no presente e futuro. Embora sabemos que tem muito a avançar. Precisamos construir mais políticas de cultura, de esportes, de educação integral, enfim de oportunidades para crianças e adolescentes das periferias, do campo e da cidade”.

Educação – O titular da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Carlos Martins, destaca, além dessas ações, o investimento feito pelo governo Wagner na educação, aumentando de 5 mil para 45 mil o número de alunos formados no ensino profissionalizante. “O ensino profissionalizante permite aos adolescentes terem dignidade, perspectiva para o futuro, conhecimentos que os preparam para o mercado de trabalho em diversas áreas de formação, em vários municípios. E com isso estamos falando de inserção no mercado de trabalho como de geração de renda”, afirmou.

Assim com a conselheira do CECA, o secretário Carlos Martins destaca que foi com os governos do PT que os direitos humanos na Bahia, em especial da criança e do adolescente, passaram a ser respeitados e estimulados. “A partir de 2007 a Bahia passou dar mais atenção a essas questões e ser referência na defesa dos direitos humanos. Um exemplo foi o convênio com o Projeto Axé e o programa Neojibá, uma política pública do governo Wagner, que hoje atende mais de 7 mil jovens em mais de 15 territórios e propicia perspectiva através da música e do trabalho. Temos jovens de famílias pobres estudando em Salvador e no interior do estado pelo programa. É um exemplo forte de política pública para a juventude”.

Mas diferente dos avanços conquistados na Bahia pelas gestões de Jaques Wagner e Rui Costa, os cortes nos orçamentos para políticas sociais pelo governo federal vem enfraquecendo os conselhos de direitos no Brasil. “Vivemos um momento muito sombrio para a criança e o adolescente na medida em que o Governo Federal tentou desmantelar o CONANDA, além dos cortes nos orçamentos na área social que afetam a primeira infância. Então, evidentemente, temos uma governo que não prioriza a infância e juventude em nosso país”, afirmou o secretário da SJDHDS.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.