Com 4,5 milhões de mortes pela Covid-19, Guterres diz que segurança da saúde global fracassou

OMS continua chamando a atenção para a desigualdade no acesso às vacinas de Covid-19.
OMS continua chamando a atenção para a desigualdade no acesso às vacinas de Covid-19.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, organizou esta quarta-feira (22/09/2021) em Nova Iorque, a Conferência Global sobre a Covid-19. O secretário-geral das Nações Unidas participou do encontro e declarou que “a segurança da saúde global fracassou, ao custo de 4,5 milhões de vidas” que foram perdidas pelo coronavírus.

António Guterres afirmou ser possível acabar com a pandemia, já que existem vacinas eficazes contra a doença. O chefe da ONU voltou a defender um plano global de imunização, porque segundo ele, o “vírus continua circulando e mesmo em locais onde os casos estão diminuindo, novas variantes causam picos perigosos”.

Indústria bilionária

O secretário-geral afirmou que 5,7 bilhões de doses de vacina já foram administradas no mundo todo, mas 73% do total foi aplicada nas populações de apenas 10 países.

Nações de renda alta administraram 61 vezes mais doses por habitante do que os países de baixa renda. Na África, apenas 3% da população foi vacinada. Segundo Guterres, as vacinas contra a Covid foram desenvolvidas com dinheiro público, mas já representam uma indústria de US$ 100 bilhões.

Produção precisa duplicar

O secretário-geral também declarou no encontro que “vacinação global não é filantropia, é interesse próprio”, pois “quanto maior o número de pessoas não imunizadas, mais o vírus continuará circulando e evoluindo para novas variantes”, causando ainda mais impactos socioeconômicos.

António Guterres quer um plano global para dobrar a produção de vacinas e garantir que 2,3 bilhões de doses são distribuídas de forma igualitária pelo mecanismo Covax. A meta é alcançar 40% da população em todos os países até o fim deste ano, e 70% até o fim do primeiro semestre de 2022.

O secretário-geral das Nações Unidas explicou que este plano pode ser implementado por uma equipe de emergência formada pelos países que produzem as vacinas.

Entre os integrantes estariam ainda a OMS, pela Covax, instituições financeiras e a Organização Mundial do Comércio que estariam trabalhando com farmacêuticas para garantir que a produção duplique e que a distribuição seja igualitária.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.