Justiça arquiva investigação contra ex-presidente Lula sobre tráfico de influência a favor da OAS

Magistrada declarou que suposto crime prescreveu e que não havia elementos para prosseguir apuração contra o ex-presidente. Léo Pinheiro, da OAS, havia dito que contratou o petista para influenciar governo da Costa Rica. Advogados de Lula apontaram que versão apresentada pelo ex-presidente da OAS não foi confirmada por mais ninguém.
Magistrada declarou que suposto crime prescreveu e que não havia elementos para prosseguir apuração contra o ex-presidente. Léo Pinheiro, da OAS, havia dito que contratou o petista para influenciar governo da Costa Rica. Advogados de Lula apontaram que versão apresentada pelo ex-presidente da OAS não foi confirmada por mais ninguém.

A juíza Maria Carolina Akel Ayoub, da 9ª Vara Federal de São Paulo, determinou nesta segunda-feira (13/09/2021) o trancamento de um inquérito contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que apurava suposto tráfico de influência para favorecer a empreiteira OAS.

O inquérito havia sido aberto com base na delação premiada do ex-presidente da empresa, Léo Pinheiro, no âmbito da Operação Lava Jato, segundo o qual Lula teria sido contratado pela OAS para proferir uma palestra na Costa Rica com o objetivo de influenciar membros do governo do país a fecharem negócios com a empreiteira.

Em sua decisão, Ayoub acompanhou o parecer do Ministério Público Federal, que pediu o arquivamento do inquérito sob o argumento de que o crime de tráfico de influência estaria prescrito, e que havia poucos detalhes apresentados por Pinheiro que permitissem investigar a suposta ocorrência dos crimes de corrupção e tráfico de influência em transação comercial internacional.

A juíza reconheceu a prescrição e declarou extinta a punibilidade de Lula para a acusação de tráfico de influência, e que não havia justa causa para prosseguir a apuração contra outros dois investigados, Paulo Okamoto, diretor do Instituto Lula, e Augusto Cesar Ferreira e Uzeda, que trabalhava na área internacional da OAS.

Em nota, os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska Martins, afirmaram que essa foi a 19ª decisão favorável ao ex-presidente na Justiça desde 2016, e que nenhuma pessoa ouvida pela Polícia Federal havia confirmado a versão apresentada por Pinheiro em sua delação premiada. Eles também ressaltaram que, em novo depoimento, Pinheiro negou ter pago qualquer vantagem indevida ao ex-presidente.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.