As Nações Unidas expressaram alarme após a escalada de abusos graves de direitos humanos em Mianmar, a antiga Birmânia.
Mais de 10 meses após a Junta Militar do país derrubar o governo eleito, a situação está piorando. A informação é do porta-voz do Alto Comissariado de Direitos Humanos da ONU, Rupert Colville.
Ele disse que a entidade está horrorizada com os relatos de violência. Na semana, passada, forças de segurança mataram e queimaram 11 homens, incluindo cinco menores, e jogaram veículos sobre manifestantes que participavam de um protesto pacífico no país.
Golpe Militar
Neste 10 de dezembro, Dia dos Direitos Humanos, os birmaneses realizam uma marcha silenciosa universal contra o golpe militar.
Nas últimas três décadas, Mianmar sofreu uma série de golpes prendendo membros do governo, democraticamente eleito, entre eles a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi.
A ONU está recebendo relatos de prisões arbitrárias, casos de tortura, perseguição e homicídios.
Corpos
O assassinato dos 11 homens ocorreu no último dia 7, quando um pelotão do Exército teria armado uma emboscada com um explosivo, acionado por controle remoto, na localidade de Salingyi, na região de Sagaing. O mais novo tinha 14 anos.
Os corpos foram encontrados carbonizados por moradores de uma localidade rural que viram uma coluna de fogo. Testemunhas disseram que pela posição dos cadáveres, as vítimas tentaram fugir dos galhos incendiados.
Atropelamento
Dois dias antes, um grupo de manifestantes desarmados foi atacado a tiros após uma tentativa de atropelamento.
Para a ONU, os ataques são hediondos, totalmente inaceitáveis e desrespeitam valores comuns da humanidade. Locais de culto estão sendo incendiados assim como residências.
No estado de Chin, há relatos confiáveis de que 19 locais civis e religiosos e 450 residências foram queimadas em incidentes separados.
*Com informações da ONU News.










