Salvador: DESAL teve gastos de R$450 mil com vandalismo em dez meses

Antigo templo de Nossa Senhora de Sant’Ana, com reconstrução da pintura da fachada.
Antigo templo de Nossa Senhora de Sant’Ana, com reconstrução da pintura da fachada.

Quem passa pelo Rio Vermelho se encanta com uma construção que é uma das referências do bairro e da cidade: o antigo templo de Nossa Senhora de Sant’Ana, na praça de mesmo nome. Promovida pela Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (DESAL), foi entregue na última segunda-feira (31/02/2022) uma intervenção que envolveu recuperação e pintura da fachada, que havia sofrido com uma prática que aflige Salvador, o vandalismo.

Para a realização do serviço, foram investidos R$40 mil, sendo R$7 mil apenas na retirada da pichação, incluindo um processo de secagem e o uso de removedores específicos de tinta. O ato criminoso foi cometido em novembro do ano passado e flagrado por câmeras de segurança.

Somente de janeiro a outubro do ano passado, a Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (DESAL) teve uma despesa de R$450 mil, com a recuperação de equipamentos públicos furtados ou vandalizados na cidade. Do total em recursos, 80% foram direcionados à recuperação de praças e passarelas pichadas, além de guarda-corpos furtados ou danificados e de igrejas e monumentos públicos depredados.

Diariamente, são registradas cerca de 20 denúncias do tipo e, mensalmente, são feitos em média 50 reparos. Nos últimos 12 meses, já foram realizadas mais de mil requalificações. O valor aplicado para recuperação dos equipamentos poderia ser investido na construção de novas praças, quadras poliesportivas, academias ao ar livre e até mesmo escolas e unidades de saúde.

“A sociedade precisa se conscientizar e entender, de uma vez por todas, que quem perde somos todos nós. Esses equipamentos pertencem a cada cidadão e tem dinheiro do contribuinte investido. A população precisa ser aliada à gestão no quesito proteção dos equipamentos públicos. Ações de vandalismo, causadas por uma minoria, geram um alto prejuízo aos cofres públicos municipais”, avaliou o presidente da DESAL, Virgílio Daltro.


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