Do mar do Sul da China ao Oriente Médio, EUA não cumprem promessas, diz Governo Xí Jìnpíng

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, acusou Governo Biden de alimentar tensões em torno dos principais interesses do Governo Xí Jìnpíng.
O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, acusou Governo Biden de alimentar tensões em torno dos principais interesses do Governo Xí Jìnpíng.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (07/03/2022), o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que nenhum lugar deve ser considerado “quintal dos EUA” e que “o mundo não é um tabuleiro de xadrez geopolítico”.

A China acusa Washington de não cumprir sua promessa de evitar confrontos com Pequim e não provocar divisões em outras partes do mundo. As informações são do South China Morning Post.
Wang Yi disse que os Estados Unidos não cumpriram os compromissos acordados com o governo chinês. Para o ministro, Washington mente ao dizer que não busca uma nova Guerra Fria e tampouco mudar o modelo de governança da China.

“Os EUA ainda não poupam esforços para realizar uma ‘competição intensa’ contra a China em um jogo de soma zero, constantemente atacando e provocando problemas em questões relativas aos interesses centrais da China”, disse o ministro.

“Como país soberano e independente, a China tem todo o direito de tomar as medidas necessárias para defender firmemente seus direitos e interesses legítimos”, acrescentou Wang Yi.

As tensões entre a China e os EUA aumentaram nos últimos meses, com Washington pressionando Pequim a condenar a Rússia (após a operação militar especial na Ucrânia) e os EUA fortalecendo as alianças de segurança na região do Indo-Pacífico.

Em uma viagem à Austrália no mês passado, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse que a ambição estratégica da China se expandiu para o desejo de ser uma potência militar, econômica, diplomática e política líder no mundo.

Não obstante, os EUA também estão intensificando sua “aliança de segurança” na região, incluindo a assinatura de um acordo para ajudar a Austrália a estabelecer uma frota de submarinos movidos a energia nuclear. Pequim, por sua vez, busca compensar essa influência dos EUA, expandindo suas relações com nações da Ásia, África, América Latina e Oriente Médio.

Respondendo aos questionamentos sobre o mar do Sul da China, Wang Yi afirmou que “a região da Ásia não é um tabuleiro de xadrez para grandes potências políticas, e os países do continente não são peões em confrontos geopolíticos”.

Wang também culpou os EUA pelo caos no Afeganistão e pelo progresso paralisado nas negociações nucleares norte-coreanas.
Segundo ele, a retirada repentina das tropas dos EUA levou a uma crise humanitária no Afeganistão, e os EUA devem desbloquear “imediatamente os ativos congelados do país para ajudar o seu povo”.

*Com informações da Agência Sputnik Brasil.


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