Reino Unido está há 5 anos preparando militarmente Ucrânia para aderir à OTAN

Ben Wallace, secretário de Defesa do Reino Unido, aparentemente foi vítima de trolladores russos que se passaram pelo primeiro-ministro ucraniano Denis Shmygal em uma videochamada que teria acontecido no dia 17 de março de 2022.
Ben Wallace, secretário de Defesa do Reino Unido, aparentemente foi vítima de trolladores russos que se passaram pelo primeiro-ministro ucraniano Denis Shmygal em uma videochamada que teria acontecido no dia 17 de março de 2022.

Na segunda-feira (21/03/2022), os trolladores russos publicaram uma parte da conversa, que durou 22 minutos e que mostra Wallace falando com um dos trolladores sobre “continuar o programa nuclear” ucraniano para se proteger da Rússia.

“É uma questão difícil, mas pensamos em dar início [ao plano de continuar o programa nuclear]”, diz um dos trolladores para Wallace.

No desenrolar da conversa, o secretário britânico sugere que Londres poderia estar pronta para ajudar a Ucrânia a desenvolver armas nucleares, escreve RT.

Afirmando estar na Polônia no momento da ligação, o secretário britânico comentou que o desejo ucraniano de desenvolver seu programa nuclear ocasionaria o ódio da Rússia: “Eu acho que mais do que ficar neutra, a Rússia odiaria muito isso.”.

Mesmo sugerindo que a Rússia odiaria a ideia, o secretário Wallace prometeu ao trollador, que se passava pelo primeiro-ministro ucraniano, que conversaria com o premiê britânico Boris Johnson sobre a questão.

Em outro trecho da conversa, Wallace confirma o interesse do Reino Unido na questão da adesão da Ucrânia à OTAN e que, para que a filiação aconteça, especialistas militares britânicos são enviados à Ucrânia ao longo dos últimos cinco anos para “chegar à etapa correta”.

Vale ressaltar que Wallace confirmou o fornecimento de 4.000 sistemas de armas antitanque leves NLAW para o Exército ucraniano, apesar do desgaste do arsenal destes complexos do próprio Reino Unido.

Primeiro-ministro Boris Johnson reitera disponibilidade em acolher Zelensky no Reino Unido

Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, revelou que ele ofereceu a Vladimir Zelensky, presidente ucraniano, e sua família, refúgio no Reino Unido em meio à operação especial da Rússia na Ucrânia.

“Tenho de dizer que Vladimir tem sido sempre claro, seu dever é com o povo ucraniano. Ele vai ficar lá, vai cuidar dele. Tenho de dizer que o admiro”, afirmou Johnson no sábado (19) em entrevista ao jornal The Sunday Times.

Já em 24 de fevereiro, dia do começo da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, Johnson sugeriu que seu país apoiaria e até poderia acolher um governo ucraniano em exílio.

O premiê britânico chamou o conflito na Ucrânia de “ponto de inflexão para o mundo” em uma conferência do Partido Conservador em Blackpool, Inglaterra, Reino Unido, que aconteceu também no sábado (19), citada pelo jornal The Independent.

Ao mesmo tempo, Boris Johnson admitiu que as sanções impostas por países ocidentais a Moscou poderiam ter um impacto “terrível” nos consumidores e motoristas, mas instou a reduzir a dependência do petróleo e gás da Rússia, argumentando que isso devia ser feito após a reincorporação da Crimeia no território russo em 2014, que no Ocidente é chamada de “anexação”.

Operação Especial da Rússia na Ucrânia

Em 24 de fevereiro de 2022, Vladimir Putin, presidente da Rússia, anunciou o início de uma operação militar especial para “desmilitarizar e desnazificar” a Ucrânia para proteger a população da região de Donbass, e para prevenir um ataque contra a Rússia a partir do território da Ucrânia em meio às ações agressivas da OTAN e avanço do bloco para o Leste Europeu.

O Ministério da Defesa russo sublinha que apenas está atingindo alvos militares na Ucrânia.


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