Bolsonarista Regina Duarte terá que devolver R$ 320 mil por peça financiada pela lei Rouanet

Registro de Regina Duarte e o extremista de direita Jair Bolsonaro, presidente da República, no momento em que assumiu a Secretária Nacional da Cultura. Empresa da qual Regina Duarte é sócia-administradora deve restituir R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional de Cultura (FNC), vinculado à Lei Rouanet.  
Registro de Regina Duarte e o extremista de direita Jair Bolsonaro, presidente da República, no momento em que assumiu a Secretária Nacional da Cultura. Empresa da qual Regina Duarte é sócia-administradora deve restituir R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional de Cultura (FNC), vinculado à Lei Rouanet.  

Uma peça teatral da empresa A Vida é Sonho Produções Artísticas Ltda., da qual a atriz Regina Duarte é sócia-administradora, teve recurso negado para usar recursos da Lei Rouanet.

A decisão, assinada pelo secretário especial de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira (21/07/2022). O texto afirma que ficou mantida “a reprovação da prestação de contas do projeto ‘Coração Bazar'”.

O projeto em questão havia captado R$ 321 mil, mas teve apoio rejeitado pelo então Ministério da Cultura em 2018, de forma que a empresa deve restituir R$ 319,6 mil ao Fundo Nacional de Cultura (FNC).

A informação sobre a irregularidade foi antecipada pela revista Veja, numa matéria divulgada em janeiro de 2020, e confirmada pelo GLOBO.

Na ocasião, o filho da atriz e um dos sócios da empresa, André Duarte, afirmou que a mãe vai “cumprir o que a Justiça determinar”.

— Uma das contrapartidas desse projeto era a realização de quatro espetáculos beneficentes, sem cobrança de ingresso. Nós realizamos até mais do que isso. Porém, na hora de prestar as contas, não achamos os recibos e os comprovantes de que esses espetáculos tinham sido feitos — explicou André Duarte.

No entanto, em uma entrevista dada ao “Programa do Bial” em maio de 2019, Regina Duarte criticou o uso da Lei Rouanet por artistas famosos. Ela ainda se mostrou alinhada a uma visão liberal do papel do estado, ao defender uma menor atuação do governo na cultura.

— Com relação a Lei Rouanet, transparência é indispensável no uso do dinheiro público. Acho que o governo que usa o dinheiro da população deveria apoiar os que estão iniciando, a cultura regional — disse Regina, que chegou a ocupar o posto de secretária especial de Cultura durante dois meses em 2020.

A peça “Coração Bazar” ficou em cartaz em São Paulo em 2004, e depois passou por várias cidades, sendo encenada também em Portugal. Em 2007, fez uma curta temporada no Canecão, no Rio.

No monólogo, a atriz se desdobra em sete personagens que representam as mais diversas facetas do sexo feminino, com impressões sobre o cotidiano e reflexões sobre a vida, e trechos de textos de autores como Carlos Drummond de Andrade e Clarice Lispector.

Procurada via e-mail, a empresa A Vida é Sonho ainda não se pronunciou sobre o recurso negado.

*Com informações do Yahoo Notícias e da Agência O Globo


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.