Deputado estadual Hilton Coelho solicita ação urgente em defesa do povo Pataxó no sul da Bahia

"De acordo com os relatos, as ameaças têm ocorrido de forma sistemática desde as retomadas feitas em junho e agosto na região”, afirma o deputado estadual Hilton Coelho.
"De acordo com os relatos, as ameaças têm ocorrido de forma sistemática desde as retomadas feitas em junho e agosto na região”, afirma o deputado estadual Hilton Coelho.

As comunidades Pataxó de Boca da Mata e Cassiana, território indígena (TI) Barra Velha, localizado no extremo sul da Bahia, denunciam os ataques e o cerco de fazendeiros e pistoleiros. “Não é possível que os governos estadual e federal continuem sem ação diante das ameaças que pairam há mais de um mês contra as famílias do povo Pataxó que estão sendo impedidas de transitar, sem possibilidade de comprar alimentos nas cidades ou sair para trabalhar. Até quando o agrobanditismo ficará impune? De acordo com os relatos, as ameaças têm ocorrido de forma sistemática desde as retomadas feitas no mês de junho e agosto na região”, afirma o deputado estadual Hilton Coelho.

O parlamentar recebeu um relatório detalhando que nesta quarta-feira (17/08/2022), mais um episódio de pânico e desespero em aldeias do Povo Pataxó na TI Barra Velha, município de Porto Seguro. Hilton Coelho informa que “as famílias afirmam que pistoleiros e milicianos, a mando de fazendeiros da localidade, atacaram a comunidade. O tiroteio durou aproximadamente 1 hora e encurralou a comunidade em suas casas, escolas, e algumas pessoas fugiram também para a mata. Em vídeo que circula nas redes sociais é possível ver claramente a comunidade correndo para se abrigar dos tiros e é possível ouvir o barulho de tiros ao fundo”.

Hilton Coelho conclui afirmando que “as omissões governamentais têm como consequência a impunidade dos criminosos que atentam contra vidas indígenas e o pânico do povo Pataxó que defende seu direito ao território. Todas as denúncias foram devidamente registradas junto às instâncias de governo. A Funai continua omissa, uma orientação da política anti-indígena do governo federal. O governo estadual, por sua vez, precisa se manifestar diante da acusação de que policiais militares à paisana estariam juntos com os pistoleiros nos ataques. Vidas indígenas importam e o povo Pataxó não pode continuar sem proteção alguma do Estado”.


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