Ministros, ex-ministros e políticos que apoiaram até agora o presidente Jair Bolsonaro (PL) admitem a possibilidade de derrota e começaram a mandar recados a interlocutores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), escreve a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
Segundo a jornalista, esse grupo, formado principalmente por políticos com base eleitoral no Nordeste, tem mandado o recado indireto ao petista de que “nada têm contra ele — muito pelo contrário”.
Ela diz que, em público, eles mantêm o apoio a Bolsonaro e criticam Lula, mas já demonstram nos bastidores que “não pretendem fazer oposição acirrada” a Lula caso ele seja eleito em outubro de 2022.
“Alguns políticos usaram, como mensageiros, empresários que têm interlocução com o PT”, indicou Bergamo.
A colunista adverte, porém, que, apesar do otimismo no PT e do pessimismo de bolsonaristas, a eleição não é considerada decidida por nenhum dos lados. Ela lembra que, além de uma semana de campanha, ainda há o debate da TV Globo, na próxima quinta-feira (29).
Outro fator que poderia ajudar a forçar um segundo turno é a eventual abstenção, que costuma ser maior entre eleitores de baixa renda e baixa escolaridade. Essa faixa é a que mais apoia o ex-presidente.
Dados da pesquisa IPEC
Segundo levantamento do Ipec divulgado nesta segunda-feira (26/08/2022), Lula tem 48% das intenções de voto, contra 31% de Bolsonaro, para o primeiro turno das eleições, no próximo domingo (2). Com esse percentual, excluindo-se os votos brancos e nulos, Lula tem 52% dos votos válidos e poderia liquidar a disputa já na primeira volta.
A pesquisa IPEC-Rede Globo divulgada nesta segunda-feira (26) ouviu 3.008 pessoas em 183 cidades entre os dias 25 e 26 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE sob protocolo BR-01640/2022.
*Com informações da Sputnik Brasil.
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