A Justiça Eleitoral realizou neste sábado (03/09/2022) uma operação de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro, candidato ao Senado no Paraná pelo União Brasil.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a operação determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) teve como objetivo o recolhimento de materiais de campanha irregulares do candidato. A busca e apreensão se deu no apartamento do ex-juiz porque esse foi o endereço do comitê de campanha registrado pela candidatura.
O TRE atendeu a um recurso movido pela Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, contra Moro. Os advogados da federação alegam que materiais impressos da campanha violam a legislação eleitoral.
A alegação é de que Moro tentou esconder o nome dos seus suplentes. Segundo o advogado Luiz Eduardo Peccinin houve “desconformidade entre o tamanho da fonte do nome do candidato a senador relativamente a dos suplentes”.
O tribunal também entendeu que diversas peças publicitárias foram feitas de forma irregular e devem ser retiradas do ar.
Esse é mais um revés judicial que a campanha de Moro sofre. O candidato, que pretendia inicialmente concorrer como senador por São Paulo, foi impedido pelo TRE-SP e teve que se lançar no Paraná.
Exclusão de ataques ao candidato Lula
A Justiça determinou a exclusão de todos os vídeos do canal de Sérgio Moro no YouTube, inclusive aqueles que fazem menções e críticas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de dezenas de links nas páginas sociais de sua campanha.
Procurada, a defesa de Sérgio Moro confirmou a operação e disse que em breve a assessoria do ex-ministro vai se manifestar.
Desavenças nas redes sociais
Lula e Moro tem se alfinetado mutuamente pelas redes sociais. Na última quarta-feira (31), o ex ministro da Justiça de Bolsonaro (PL) disse em suas redes sociais: “Não tenho dúvidas de que você, Lula, é tão inocente como o Eduardo Cunha”, em referência ao ex-deputado que foi condenado a 15 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato no Paraná.
Anteriormente, o ex-presidente tinha acusado Moro de condená-lo por interesse político. “Mesmo com tantas absolvições, tem gente que insiste em não reconhecer”, afirmou o ex-presidente.
*Com informações do Sputnik Brasil e Yahoo Notícias.







