TSE nega ter feito acordo com militares para apuração paralela de votos durante as Eleições 2022

Sessão plenária do TSE de presidida pelo ministro Alexandre de Moraes. Em comunicado, TSE reafirmou que a contagem de votos será feita a partir da somatória dos Boletins de Urna nas Eleições 2022.
Sessão plenária do TSE de presidida pelo ministro Alexandre de Moraes. Em comunicado, TSE reafirmou que a contagem de votos será feita a partir da somatória dos Boletins de Urna nas Eleições 2022.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, nesta segunda-feira (12/09/2022), ter feito um acordo com militares ou qualquer outra entidade para um acesso diferenciado na apuração da contagem de votos nas eleições de outubro.

Em comunicado oficial à imprensa, o órgão destacou que “não houve nenhuma alteração do que foi definido no primeiro semestre” em relação à apuração das eleições. O tribunal informou que, como em todas as eleições, a contagem de votos será feita a partir da somatória dos Boletins de Urna (BUs). O órgão destacou que, no pleito deste ano, os BUs também serão divulgados na internet, “após o encerramento da votação, para acesso amplo e irrestrito de todas as entidades fiscalizadoras e do público em geral”.

“Independentemente dessa possibilidade, como ocorre há diversas eleições, qualquer interessado poderá ir às seções eleitorais e somar livremente os BUs de uma urna específica, de dez, de trezentas ou de todas as urnas”, diz o comunicado.

Segundo noticiou a Folha de S.Paulo, a notícia gerou surpresa entre militares, que nos bastidores dizem ter recebido do ministro Alexandre de Moraes a promessa de acesso aos dados para uma apuração paralela, em uma reunião realizada no último dia 31.

Segundo noticiado, após o encontro, os militares seriam enviados a seções eleitorais para acessar e fotografar os BUs para fazer uma contagem paralela dos votos, o que seria inédito na história da democracia brasileira.

Pouco após a divulgação do comunicado do TSE, o Ministério da Defesa publicou uma nota refutando a matéria da Folha de S.Paulo, e afirmando nunca ter solicitado acesso diferenciado aos dados.

“Cabe ressaltar que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas não demandam exclusividade e tampouco protagonismo em nenhuma etapa ou procedimento da fiscalização do sistema eletrônico de votação e permanecerão pautando a sua atuação pela estrita observância da legalidade, pela realização de um trabalho técnico e pela colaboração com o TSE”, diz a nota.

Moraes e o ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira se encontraram em 31 de agosto, poucas semanas após a pasta solicitar “acesso urgentíssimo” a códigos-fontes das urnas eleitorais. Os dados, no entanto, já estavam disponíveis há dez meses.

*Com informações da Sputnik Brasil.


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