A planejada visita oficial do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, a Washington atraiu críticas do campo republicano dos legisladores americanos.
A congressista Marjorie Taylor Greene descreveu a viagem do presidente ucraniano como “absurda” e pediu ao governo que colocasse os interesses nacionais acima de tudo:
Claro, o presidente-sombra tem que ir ao Congresso e explicar por que ele precisa de bilhões de dólares dos contribuintes americanos para o 51º estado, a Ucrânia.
Isso é um absurdo.
Coloque a América em primeiro lugar!
Zelensky chegou à capital dos EUA nesta quarta-feira (21/12/2022) para se reunir no mesmo dia com o presidente Joe Biden, bem como com membros-chave da equipe de segurança nacional e do Congresso do país norte-americano, confirmou a Casa Branca.
Esta é a primeira visita do presidente ucraniano ao exterior desde o início do conflito com a Rússia, em fevereiro.
Durante o encontro, os dirigentes vão abordar as capacidades de ajuda militar que o Ocidente vai continuar a fornecer a Kiev e as sanções antirrussas, bem como a ajuda econômica, energética e humanitária à Ucrânia.
Além disso, Zelensky fará um discurso perante uma sessão conjunta do Congresso, enquanto a legislatura debate um novo pacote de assistência à Ucrânia no valor de US$ 45 bilhões (R$ 233,9 bilhões).
Mais cedo, os EUA anunciaram um pacote militar adicional de US$ 1,85 bilhão (R$ 9,6 bilhões) à Ucrânia, no qual está incluído um sistema de defesa aérea Patriot.
Já o presidente da Rússia, Vladimir Putin, fez um discurso hoje (21) e destacou que a Rússia seguirá fortalecendo seu potencial militar.
“Todas as informações sobre as forças da OTAN [Organização do Tratado do Atlântico Norte], sobre os meios utilizados ativamente contra nós durante a operação militar especial, são bem conhecidas. Vocês sabem tudo isso, tudo isso deve ser analisado exaustivamente e utilizado para construir as nossas Forças Armadas, para aumentar as capacidades de combate das nossas tropas, bem como dos serviços especiais nacionais”, afirmou Putin em reunião no Ministério da Defesa.
Zelensky tenta convencer Congresso dos EUA a manter ajuda e pede mais sanções contra Rússia
O presidente da Ucrânia, Vladimir Zelensky, discursou no Congresso dos Estados Unidos na noite desta quarta-feira (21/12/2022) horas após se encontrar com o presidente norte-americano, Joe Biden, e fez um apelo para que os congressistas sigam financiando o regime ucraniano.
Em seu discurso, Zelensky disse que Biden apoiou sua suposta iniciativa de paz, que possui 10 pontos a serem implementados em cooperação entre os dois países nos próximos anos.
“Estou feliz em compartilhar que o presidente Biden apoiou nossa iniciativa de paz hoje.”
Durante a reunião que manteve com Zelensky, Biden disse que os Estados Unidos continuarão a aumentar o apoio militar a Kiev, inclusive por meio do fornecimento contínuo de sistemas de defesa aérea Patriot.
Nesta quarta-feira, pouco antes do encontro, o governo norte-americano anunciou um pacote adicional de ajuda militar de US$ 1,85 bilhão (cerca de R$ 9,6 bilhões).
No entanto, a manutenção contínua desse suporte depende da aprovação do Congresso norte-americano. A renovação da Câmara dos Representantes colocou em xeque esse financiamento em razão do avanço do Partido Republicano, que agora é majoritário. Parlamentares republicanos já sinalizaram que querem uma investigação sobre a destinação dos recursos enviados a Kiev.
Zelensky, então, fez um apelo aos congressistas nesta quarta-feira (21/12).
“Seu dinheiro não é caridade. É um investimento na segurança global e na democracia com a qual lidamos da maneira mais responsável”, prometeu o ucraniano.
O presidente ainda pregou um reforço nas sanções contra a Rússia. “Vocês podem fortalecer as sanções. Está em seu poder nos ajudar a levar a justiça a todos os que começaram esta guerra criminosa e não provocada. Vamos fazer isso”, afirmou.
Rússia já alertou para os riscos sobre os envios de armas para a Ucrânia
Diplomatas e oficiais da Rússia têm alertado para os riscos relacionados ao aumento do fornecimento de armas indiscriminadamente à Ucrânia.
Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU realizada na última sexta-feira (9), o representante permanente da Rússia, Vasily Nebenzya, disse que o contrabando de armas fornecidas a Kiev para países terceiros está crescendo e deve servir de alerta.
Durante reunião do Conselho de Segurança da ONU realizada no dia 9 de dezembro, o representante permanente da Rússia, Vasily Nebenzya, disse que o contrabando de armas fornecidas a Kiev para países terceiros está crescendo e deve servir de alerta.
Dmitry Polyansky, primeiro vice-representante Rússia na ONU, acrescentou durante a sessão que o Ocidente não poderá culpar a Rússia por cair nas mãos de terroristas as armas fornecidas pelos países ocidentais à Ucrânia.
Operação especial militar russa
Em 24 de fevereiro, o presidente russo anunciou o início de uma operação militar especial para desmilitarização e desnazificação da Ucrânia.
Durante a operação, o Exército russo, com as forças das repúblicas populares de Donetsk (RPD) e Lugansk (RPL), libertou completamente a RPL e uma parte significativa da RPD, incluindo as cidades de Volnovakha, Mariupol e Svyatogorsk, bem como toda a região de Kherson, áreas de Zaporozhie junto ao mar de Azov e uma parte da região de Carcóvia.
De 23 a 27 de setembro, a RPD, a RPL e as regiões de Kherson e Zaporozhie realizaram referendos sobre adesão à Federação da Rússia, com a maioria da população votando a favor. Em 30 de setembro, durante uma cerimônia no Kremlin, Putin assinou os acordos sobre a integração das repúblicas populares e das duas regiões à Rússia. Após aprovação por ambas as câmaras do Parlamento russo, os acordos foram ratificados pelo presidente no dia 5 de outubro.
*Com informações da Sputnik Brasil.
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