Ataque de bolsonaristas radicais às sedes dos Três Poderes da República envolveu táticas de guerrilha

Policiais legislativos que defenderam o prédio do Congresso Nacional que foi atacado por bolsonaristas radicais em 8 de janeiro afirmam que os invasores tinham conhecimento da planta do palácio que abriga o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, segundo informou a mídia nesta quarta-feira (18/01/2023).

Os responsáveis pelos ataques sabiam até mesmo da existência de um alçapão na cúpula do prédio que dá acesso às galerias, segundo o diretor da coordenação de segurança da Câmara, Adilson Paz, em um confronto que durou cerca de três horas.

Cerca de cem agentes trabalharam na segurança no dia da invasão. Os responsáveis pelos atos de vandalismo estavam munidos de rojão, estilingue com bolas de gude e facões. Também portavam máscara antigás, capacete e escudo.

“Começaram a entrar por todos os lugares da casa e tentaram abrir o alçapão, que dá acesso às galerias. Um grupo de policiais conseguiu repelir e foram atacados com pedras, paus e ferros. Mas eles conseguiram induzir os manifestantes a bloquear esse acesso”, declarou o policial em entrevista veiculada pela rádio CBN.

Houve diversas tentativas de acessar o plenário da Câmara. Os extremistas chegaram a usar táticas de rapel ao tentar invadir o Salão Verde a partir dos jardins no entorno do prédio.

Conforme imagens veiculadas na internet, uma parte chegou ao plenário do Senado.

Uma porta reforçada da Câmara, no entanto, impediu o acesso ao plenário desta casa.

Segundo Paz, propositalmente, o grupo que praticou ações violentas molhou o carpete com mangueiras de incêndio do local, a fim de minimizar os efeitos das bombas de gás lacrimogêneo.

Extremistas raivosos também tentaram incendiar o edifício.

“Eles falavam que iriam jogar fogo no plenário e que sabiam quais eram os pontos. Muitos foram direto para o Salão Verde, outros foram direto para arrebentar o alçapão. Eles conseguiram acessar as galerias do Senado e, quando vieram tentar acessar o nosso lado, a gente conseguiu segurar com gás e bomba de efeito moral”, declarou o policial.

Imagens da Câmara mostraram também o baixo policiamento ostensivo, que compete à Polícia Militar do Distrito Federal. Extremistas rompeu a barreira das dezenas de policiais às 14h43 e levaram menos de dois minutos para tomar a cúpula do Congresso.

*Com informações da Sputnik Brasil.


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