Comportamento agressivo de crianças e adolescentes pode indicar sofrimento psicológico, alerta especialista

As crianças e os adolescentes não sabem como relatar que estão em sofrimento psicológico, por essa razão, é importante que, ao notar mudanças no comportamento, os pais ou responsáveis procurem ajuda especializada.

Em Feira de Santana, o atendimento para o público infantojuvenil é ofertado de segunda a sexta-feira, no Centro de Atenção Psicossocial Osvaldo Brasileiro Franco (CAPS Infantil) que fica localizado na Rua Alameda das Pedras, sem número, no bairro Olhos D’água.

A coordenadora da unidade, Liliana Cotias, menciona que a queda do rendimento escolar e a dificuldade no relacionamento dentro de casa são os fatores que mais tem motivado os pais ou responsáveis pelos menores a procurar o CAPS Infantil.

“No ano passado, percebemos muitos pacientes com transtornos de ansiedade. Aqui, além de serem acolhidos por uma equipe multidisciplinar formada por psicólogos, neuropediatra, psiquiatras, fonoaudiólogos, enfermeiros e educadores físicos, os menores participam de grupos e oficinas terapêuticas”, destacou.

Na avaliação do psiquiatra, João Gama Júnior, a mudança do comportamento é um dos primeiros sinais que devem ser observados.

“Você conhece o seu filho e sabe como é o comportamento dele. O adolescente ou a criança começa a ficar mais irritado, mais respondão. Associado, vem um isolamento e uma queda do rendimento escolar”, pontuou.

Para o especialista, a agressividade e o hábito de trocar o dia pela noite, que se caracteriza pela inversão dos horários de realização das atividades, também podem configurar sinais emitidos por crianças e adolescentes que estão vivendo um momento de sofrimento psicológico ou psiquiátrico.

O médico ainda alerta sobre o tempo exagerado em frente às telas, a exemplo de celulares e computadores.

“A tela é um cotidiano nosso, está aí e não podemos ignorar. Em consenso com o adolescente, os pais podem determinar alguns horários para utilizar os aparelhos. No caso das crianças, a gente solicita que evite porque atrapalha o desenvolvimento da linguagem, as interações e o uso precoce está relacionado a alguns transtornos”, explicou.


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