A Nossa Fé no Nosso Senhor do Bonfim | Por Marcelo Sacramento

Nosso Senhor do Bonfim para nós Católicos é uma figuração de Jesus Cristo em que este é venerado na visão de sua morte. A devoção a Senhor do Bonfim, começou em Setúbal, Portugal em 1669, mas acredita-se que foi introduzida, desde a conquista dos Cristãos no território em 1217.

O culto ao Senhor do Bonfim foi trazido para a Bahia no século XVIII, pelo capitão de mar e guerra da Marinha portuguesa Theodósio Rodrigues de Faria, caso sobrevivesse a uma tempestade marítima, traria para o Brasil imagem do Senhor do Bonfim para que aqui fosse cultuado.

Quando a imagem do Senhor do Bonfim foi trazida a Salvador, Theodósio e outros devotos criaram uma irmandade oficial que teria como objetivo promover a devoção religiosa e cultural ao Senhor do Bonfim, além disso, teria como função cuidar do templo e da festa religiosa.

O culto ao Senhor do Bonfim tornou-se muito popular na cidade de Salvador e com o tempo, novas tradições foram sendo acrescentadas à devoção, como as fitas e a lavagem das escadarias.

O Senhor do Bonfim é considerado o padroeiro não oficial da capital baiana, cujo padroeiro oficial é São Francisco Xavier. Em 18 de abril de 1745, iniciou-se a construção da Igreja, só ficando pronta em junho de 1754. Desde este tempo, homens e mulheres, dirigem uma irmandade de Devoção e juntamente com a Igreja Católica, seguem o sonho do Capitão Português, que está sepultado no interior da Basílica Santuário do Nosso Senhor do Bonfim.

Fazer parte da Irmandade da Devoção do Nosso Senhor do Bonfim é um privilégio, uma honra, uma distinção para aqueles que tem a verdadeira vocação da prática dos ensinamentos de Jesus. A responsabilidade da irmandade da Devoção na manutenção de uma obra, que envolve um grande patrimônio artístico, religioso e cultural, se entrelaça e caminha de braços dados com a Igreja Católica, representada pelo Padre Reitor da Basílica, caminhando de mãos dadas na disseminação da missão legada pelo Senhor Jesus Cristo e seus Apóstolos.

Na Bahia, podemos afirmar, que a maior identidade na expressão da fé cristã está em cultuar o Nosso Senhor do Bonfim, subindo a Colina Sagrada para participar das missas, ajoelhando-se aos pés do Senhor no altar para rezar, colocando as fitas no braço e fazendo os três pedidos, caminhando no dia da Festa, assistindo às Novenas, cantando o seu Hino sagrado, ajudando as obras sociais Bom Samaritano entre outras práticas solidárias.

Todo baiano sabe que daquela Colina Sagrada, Mansão da Misericórdia sempre haverá de alcançar as Graças Divinas, da Justiça e da Concórdia. Salve Nosso Senhor do Bonfim, Salve a Devoção Do Senhor Do Bonfim!

*Marcelo Sacramento de Araújo é membro da irmandade do Senhor do Bonfim e diretor do Jornal Tribuna da Bahia.

*Publicado originalmente no Jornal Tribuna da Bahia, em 23 de maio de 2023.

Em ato de devoção ao Senhor do Bonfim, o governador Jerônimo Rodrigues ao lado de membros irmandade Jorge Nunes Contreiras, Nelson José de Carvalho e do desembargador do TJBA Baltazar Miranda Saraiva.
Em ato de devoção ao Senhor do Bonfim, o governador Jerônimo Rodrigues ao lado de membros irmandade Jorge Nunes Contreiras, Nelson José de Carvalho e do desembargador do TJBA Baltazar Miranda Saraiva.

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