Em requerimento à Justiça, petroleiros pedem investigação contra práticas comerciais abusivas na Bahia e Amazonas

Com o apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP), os sindicatos dos petroleiros do Amazonas e da Bahia encaminharam, nesta sexta-feira (26/05/2023), requerimento à Secretaria de Defesa do Consumidor, vinculada ao Ministério da Justiça, e seu Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), para que autorizem investigação sobre a situação dos preços dos combustíveis nos dois estados da federação, diante da nova política de comercialização da Petrobrás, e o fim do preço de paridade de importação (PPI).

O objetivo do requerimento é fazer com que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue práticas comerciais abusivas na comercialização de combustíveis nos dois estados da federação, que estariam adotando ainda o PPI.

No Amazonas e na Bahia, as refinarias – Reman e antiga Rlam – foram privatizadas no governo Bolsonaro. Elas detêm o monopólio da comercialização de combustíveis nessas regiões.

“Foi solicitada a análise da situação dos preços de combustíveis nessas localidades, a fim de verificar se existem indícios de infração à ordem econômica, como preços abusivos ou falta de concorrência, que possam prejudicar os consumidores locais”, explica o advogado Angelo Remédio, da Advocacia Garcez, que representa os petroleiros na ação.Ele destaca que a Secretaria de Defesa do Consumidor e seu Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor são órgãos competentes para a defesa dos interesses dos consumidores, e têm a prerrogativa de solicitar essa avaliação com base nas disposições legais, visando garantir a transparência e a proteção dos cidadãos.

O requerimento à Secretaria de Defesa do Consumidor observa que, desde que foram privatizadas, as duas refinarias, de forma recorrente, registram preços de combustíveis e de gás de cozinha os mais caros do país, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

“Recentemente, foram veiculadas notícias que levantaram preocupações sobre a política de preços adotada pelas refinarias localizadas na Bahia e no Amazonas, as quais detêm o monopólio da comercialização de combustíveis nessas regiões. Há indícios de que essas empresas possam não estar seguindo a nova política de preços da Petrobras, decidida em maio de 2023, o que pode resultar em preços abusivos e falta de concorrência, prejudicando os consumidores locais”, diz o documento.

Diante disso, a ação solicita a abertura de inquérito administrativo para apuração de infrações à ordem econômica, a fim de investigar a situação concorrencial dos preços de combustíveis nos dois estados.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.




Deixe um comentário

Carlos Augusto, diretor do Jornal Grande Bahia.
O Jornal Grande Bahia completa 19 anos de atuação contínua no ambiente digital, consolidando-se como referência do jornalismo independente na Bahia. Fundado em 2007, o veículo construiu uma trajetória marcada por rigor editorial, pluralidade temática e compromisso com a informação pública, aliando tradição jornalística, inovação tecnológica e participação qualificada no debate democrático.
Banner da CMFS: Campanha de abril de 2026 2.
Banner do Governo da Bahia: Campanha sobre Feiras Literárias.
Banner do INSV 20260303.
Banner da Jads Foto.
Banner de Lula Fotografia.
Banner da RFI.

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading