O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou durante entrevista nesta quarta-feira (19/07/2023) que o governo federal deve apostar em um fundo verde para produção de hidrogênio verde. Para isso, será criado um fundo de financiamento específico no Novo PAC. “Nós vamos ter no Novo PAC a criação de um fundo verde para que possamos captar recursos a taxa de juros muito baixas e assim financiar a descarbonização da nossa economia”, afirmou ao apontar como exemplo o transporte urbano. “Quando a gente retira ônibus movido a diesel e substitui por ônibus elétrico, estamos deixando o meio ambiente mais limpo. Com isso, há melhora na qualidade de vida das pessoas e na qualidade do ar”. Além de usar os recursos para modernizar frotas, essa ferramenta de captação de dinheiro internacional será usada para custear mais parques solares e eólicos e para promover a produção do chamado combustível do futuro.
“O Brasil desponta como melhor lugar do mundo para a produção desse tipo de hidrogênio verde”, revelou.
A Reforma Tributária
“O presidente Lula tem repetido algo que é muito importante para a economia, a atração de investimentos. É preciso simplificar o sistema de impostos, dar transparência, mas também ter previsibilidade e segurança jurídica. Quem resolve investir num projeto de PPP, de metrô, ferrovia ou aeroporto no Brasil, que são investimentos que têm retorno em 30 anos, busca justamente a segurança para investir a longo prazo. Os investidores precisam ter certeza de que as ações da atual gestão serão ações de Estado e não de governo. Portanto, vão durar 10, 20, 30 anos e com a segurança necessária para fazer esses altos investimentos de recursos. Todo fundo precisa prestar conta aos seus investidores. Eles buscam segurança jurídica, previsibilidade e facilidade no investimento. A reforma tributária traz essa simplificação, redução de custos para as empresas, que muitas vezes precisam montar uma estrutura pesada e com arcabouço fiscal difícil. Agora, com essa simplificação e racionalização o Brasil acompanha as maiores economias do mundo que adotam o mesmo modelo”.
Pacto Federativo e o Novo PAC
Durante a entrevista, o ministro citou a importância do respeito ao Pacto Federativo na elaboração do Novo PAC.
“Reunimos com todos os 27 governadores porque temos que respeitar o pacto federativo e buscar dar capilaridade a esses investimentos. Então, o governo federal, muitas vezes, dá a diretriz para facilitar a alocação de recursos, mas na ponta quem vai construir a rede de esgoto, levar o sistema de água, construir a escola, o posto de saúde, o hospital, é o estado ou o município. Por isso que o trabalho é redobrado, porque além de coordenar os programas, é necessário acompanhar a execução, que não é feita diretamente, na maioria dos casos, pelo governo federal e sim, através dessa parceria com estados e municípios. O presidente tem dito que a eleição já passou e agora é se relacionar com todos e reconhecer a vontade popular de cada estado. Temos que trabalhar de mãos dadas com todos e é isso que temos feito”.
Queda dos juros
Rui Costa ainda ressaltou que a sociedade aguarda com ansiedade a queda da taxa de juros.
“Nós (governo) estamos felizes porque o dólar está caindo, a inflação também, a geração de empregos vai se recuperando. Só falta uma coisa acontecer no Brasil, a ansiedade de todos nós é a queda da taxa de juros que ainda está muito alta em 13,75%. Portanto, assim que os juros caírem, não tenho dúvidas em afirmar que vamos retomar a economia. Essa semana, começamos um grande programa prometido pelo presidente, o Desenrola, que vai retirar milhões de brasileiros da inadimplência”, concluiu.








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