Neste domingo (06/08/2023), líderes globais e comunidades se unem em cerimônia memorial para relembrar o fatídico lançamento da bomba atômica em Hiroshima, marcando 78 anos desde aquele trágico evento que deixou uma cicatriz indelével na história. Enquanto o mundo presta homenagem às vítimas e sobreviventes, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ecoa uma mensagem de advertência. Através da voz da subsecretária-geral para Assuntos de Desarmamento, Izumi Nakamitsu, Guterres relembra a promessa global de proteger o futuro contra as ameaças nucleares, enfatizando que os tambores de guerra nuclear estão ecoando uma vez mais, em um cenário de crescente desconfiança e divisão.
A fumaça e cinzas de Hiroshima ainda ecoam pelo espaço e tempo, carregando consigo memórias de destruição e sofrimento humano indescritível. Contudo, a mensagem transmitida em Hiroshima transcende a mera recordação. Ela ressoa como um lembrete urgente de que a ameaça nuclear não se extinguiu com o fim da Segunda Guerra Mundial, mas sim evoluiu e persiste como um desafio contemporâneo.
O apelo de Guterres aos hibakusha, os corajosos sobreviventes que testemunharam a carnificina, é um lembrete de que a memória do passado não pode ser esquecida, pois ela contém lições cruciais para um futuro de paz. No entanto, esse futuro permanece em perigo. A referência “imprudente” de alguns países ao uso potencial de armas nucleares sinaliza um desrespeito preocupante às consequências catastróficas que tais ações poderiam desencadear.
A ONU, ciente da urgência da situação, lançou uma Nova Agenda para a Paz, reforçando o compromisso dos Estados-membros em buscar a eliminação total das armas nucleares e em fortalecer as normas internacionais que as proíbem. Enquanto o mundo comemora os avanços tecnológicos e científicos, é imperativo que os líderes globais também se unam em um compromisso solene de proteger o mundo contra a ameaça mais grave que a humanidade já criou.
A sombra sinistra de Hiroshima continua a pairar sobre nós, lembrando-nos de nossa responsabilidade compartilhada de manter a paz e evitar que a devastação de um futuro sombrio se torne uma realidade. Enquanto as flores são colocadas nos memoriais e os sobreviventes compartilham suas histórias, que também possamos ouvir a mensagem clara que ecoa de Hiroshima: a paz é frágil e preciosa, e é nosso dever preservá-la para as gerações futuras.
*Com informações da ONU News.
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