Brasil busca se tornar potência aeroespacial com nova unidade do ITA no Nordeste

O Ministério da Defesa do Brasil deu um passo significativo em direção à busca de se tornar uma potência aeroespacial, ao assinar um Acordo de Cooperação Técnica para estabelecer uma unidade avançada do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na região Nordeste do país. A iniciativa visa diversificar as atividades do setor aeroespacial nacional e expandir o núcleo estratégico do poder aeroespacial, que até então estava concentrado no hub de São José dos Campos, no estado de São Paulo. Especialistas acreditam que essa expansão é crucial para desenvolver o capital humano e a tecnologia necessária para competir com grandes fabricantes do setor, como Boeing e Airbus.

O ITA, fundado em 1950, é conhecido por oferecer cursos de graduação e pós-graduação em áreas da engenharia, especialmente no setor aeroespacial. Sua influência já foi fundamental no desenvolvimento da Embraer, terceira maior fabricante de aviões do mundo e líder em aeronaves comerciais de média categoria. A inauguração da nova unidade no Nordeste permitirá a formação de profissionais altamente qualificados em uma região estratégica do país, ampliando o leque de atividades do setor aeroespacial.

De acordo com o doutor em geografia e coronel da reserva da Força Aérea Brasileira, Carlos Eduardo Valle Rosa, essa expansão tem o potencial de transformar o Brasil em uma potência aeroespacial. Ele afirma: “O novo núcleo poderá expandir para atividades que o Brasil ainda não domina”. O desenvolvimento de tecnologia pioneira e capital humano é crucial para competir com empresas estrangeiras no mercado global de aviação, que é altamente competitivo e marcado por proteção intelectual forte.

Para atingir esse objetivo, a cooperação entre o Estado brasileiro, o ITA e as Forças Armadas é essencial.

“Empresas dos EUA ou da Comunidade Europeia não vão compartilhar tecnologia conosco. Esse setor é marcado por proteção intelectual fortíssima e competição acirrada”, explica um especialista.

Portanto, o investimento e o estímulo do Estado são necessários para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e humano do setor aeroespacial brasileiro.

A nova unidade do ITA no Nordeste não só possibilitará a formação de profissionais altamente qualificados nessa área, mas também reforçará a presença e a relevância do Brasil no cenário internacional de tecnologia e inovação aeroespacial. Com a diversificação das atividades do setor, o país está dando passos importantes para alcançar seu objetivo de se tornar uma potência aeroespacial e contribuir significativamente para o avanço da tecnologia globalmente.

*Com informações da Sputnik News.


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