Gestores municipais buscam soluções para a crise na arrecadação e discutem Reforma Tributária durante encontro em Brasília 

Em mobilização municipalista, presidente da UPB defende auxílio financeiro emergencial da União aos municípios.
Em mobilização municipalista, presidente da UPB defende auxílio financeiro emergencial da União aos municípios.

Mais de mil gestores municipais de todas as regiões do país se uniram em Brasília para uma mobilização municipalista de grande proporção. O evento, que teve início nesta terça-feira (15/08/2023) e se estenderá até a quarta-feira (16/08/2023), tem como foco principal a discussão da crise na arrecadação enfrentada pelos municípios e a urgência na reformulação do sistema tributário nacional.

Dentre os participantes ilustres, o presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), prefeito Quinho de Belo Campo, despontou ao propor medidas emergenciais para mitigar os desafios financeiros vivenciados pelos municípios. O evento também conta com a presença da Confederação Nacional de Municípios (CNM), bem como associações municipalistas de todo o Brasil, que juntas se unem na busca por soluções que possam aliviar o aperto econômico das cidades.

O cerne da discussão gira em torno da crise que afeta diretamente a arrecadação das cidades. O período de restituição do imposto de renda gerou impactos significativos nos repasses destinados ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), fundamental para a manutenção de serviços essenciais e investimentos locais. A realidade é especialmente grave para municípios de menor porte, que dependem majoritariamente das transferências constitucionais e que, por isso, sofrem mais intensamente com as oscilações nas receitas.

O presidente da UPB, Quinho de Belo Campo, defendeu vigorosamente durante seu discurso a necessidade de um Apoio Financeiro aos Municípios (AFM) por parte do governo federal. Em sua argumentação, o prefeito ressaltou que os municípios menores, em especial na Bahia, enfrentam há tempos uma situação de extrema fragilidade financeira, agravada nos últimos meses. Ele destacou que a ausência de uma receita própria deixa essas localidades altamente dependentes das transferências, o que os coloca em um estado de asfixia econômica.

“É imprescindível que o governo federal adote medidas para minimizar o sofrimento dos municípios, que já estão à beira de um colapso financeiro. Os municípios menores, que são os mais afetados, precisam urgentemente desse apoio para evitar consequências ainda mais drásticas. Precisamos sair dessa situação crítica e voltar a trilhar o caminho do desenvolvimento”, frisou o presidente Quinho.

Além do debate acerca da situação fiscal dos municípios, outra pauta relevante é a discussão sobre a Reforma Tributária. Os gestores presentes no evento estão unidos na busca por um sistema tributário mais justo e eficiente, que possa aliviar a carga sobre os municípios e promover um ambiente mais propício ao crescimento econômico.

A mobilização ganha ainda mais força com a proposta de uma paralisação nacional dos municípios no mês de outubro. Essa ação tem como objetivo chamar a atenção da sociedade e das esferas governamentais para as dificuldades financeiras que afetam os municípios, destacando o aumento das despesas e a estagnação nas receitas.

A voz dos gestores municipais ecoará também na noite desta terça-feira (15), quando haverá uma reunião entre os prefeitos e a bancada federal composta por deputados e senadores. O encontro acontecerá na Câmara dos Deputados e promete ser um espaço fundamental para a apresentação de propostas concretas que visem à superação dos desafios enfrentados pelas cidades brasileiras.


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