O influenciador digital Bruno Monteiro Aiub, conhecido como Monark, recebeu uma multa no valor de R$ 300 mil do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por descumprir uma decisão judicial. O ministro também determinou o bloqueio do valor nas contas bancárias de Aiub, a suspensão de novos perfis nas redes sociais e o fim da monetização dos canais. Além disso, um novo inquérito contra o influenciador será aberto para investigá-lo por suposta disseminação de “notícias fraudulentas” sobre as eleições.
A decisão foi tomada após o ministro Moraes receber um relatório do setor de combate à desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que constatou que Monark continuou postando vídeos em novas contas, mesmo após a determinação de suspensão de suas redes sociais. Essas postagens foram consideradas como uma violação da decisão judicial anterior.
“A criação de novos perfis se revela como um artifício ilícito utilizado para produzir e reproduzir conteúdo que já foi objeto de bloqueio nestes autos, veiculando novos ataques, violando decisão judicial, o que pode caracterizar, inclusive, o crime de desobediência”, afirmou Moraes em sua decisão.
A defesa de Monark, representada pelo advogado Jorge Salomão, afirmou em nota à Agência Brasil que foi surpreendida com a notícia do bloqueio das contas bancárias e das redes sociais do influenciador. Salomão também alegou que seu cliente está sendo punido antecipadamente por sua “opinião” e reiterou que Monark nunca instigou atos antidemocráticos.
A decisão de Moraes reflete a crescente preocupação das autoridades brasileiras com a disseminação de informações falsas e desinformação durante o período eleitoral. A propagação de notícias fraudulentas pode comprometer o processo democrático, influenciando a opinião pública e prejudicando a integridade das eleições. O combate à desinformação é uma questão de extrema importância para garantir a transparência e a legitimidade do processo eleitoral no Brasil.
*Com informações da Agência Brasil.








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