O III Simpósio da Cadeia Produtiva do Licuri, realizado no Senai Cimatec, em Salvador, trouxe à luz os inúmeros benefícios do licuri, uma palmeira nativa do Semiárido brasileiro. Durante o evento, foram discutidos tópicos que vão desde proteção solar e combate à acne até propriedades cicatrizantes para feridas na pele e seu papel na prevenção de gastrite e tratamento de úlceras.
O simpósio é parte do projeto “Cadeia Produtiva do Licuri MCTI: Inovação Sustentável para Bioeconomia da Caatinga”, que faz parte do Programa Cadeias Produtivas do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Esse projeto é liderado pelo Núcleo de Bioprospecção da Caatinga do Departamento de Bioquímica da Universidade Federal de Pernambuco (NBIOCAAT/UFPE), em parceria com a Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), que contribui fornecendo licuri para os estudos científicos do projeto.
O diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, destacou a importância da colaboração entre os governos estadual e federal, bem como universidades públicas, na transformação da vida das comunidades rurais da Bahia por meio do licuri. Ele afirmou:
“É uma parceria para melhorar cada vez mais as políticas públicas e beneficiar as famílias extrativistas do licuri. A nossa expectativa é avançar e transformar a vida de cada vez mais agricultores e agricultoras do rural baiano.”
A pesquisadora do NBIOCAAT/UFPE, Márcia Vanusa, pioneira na investigação do licuri, compartilhou com satisfação os resultados dos estudos.
“As mulheres quebradeiras de licuri já conheciam as propriedades alimentares e farmacológicas dessa palmeira. A partir desse conhecimento tradicional, testamos o potencial cicatrizante do licuri e validamos esse saber”, destacou.
Durante o Simpósio, foram discutidas estratégias para transformar esse conhecimento tradicional em produtos para a indústria farmacêutica. Valdivino Araújo, coordenador de Relações Institucionais da Coopes, celebrou os resultados e afirmou:
“Essa pesquisa está servindo de base para que as nossas extrativistas de licuri possam alcançar um outro patamar econômico, indo além do mercado alimentício e adentrando na indústria farmacêutica e de cosméticos.”
O evento contou com a participação de autoridades como o secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso, a coordenadora do projeto, Teresa Correia, a vice-reitora da Universidade Federal do São Francisco (Univasf), Lúcia Marisa, o diretor adjunto de Inovação e Tecnologia do Senai Cimatec, Luís Alberto Mascarenhas, o coordenador de Bioeconomia do MCTI, Bruno Nunes, entre outros.
O projeto “Cadeia Produtiva do Licuri MCTI: Inovação Sustentável para Bioeconomia da Caatinga” também conta com a parceria do Laboratório Nacional de Biociências do MCTI (LNBIO/CNPEM), da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e do Projeto Bem Diverso da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia.








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