No III Simpósio da Cadeia Produtiva do Licuri, realizado na última terça-feira (19/09/2023) em Salvador, autoridades e especialistas em agricultura reuniram-se para explorar inovações que têm o potencial de transformar a produção agrícola em Feira de Santana. O secretário municipal de Agricultura do município, Pedro Américo, liderou a representação de Feira de Santana no evento, que busca alavancar oportunidades lucrativas e sustentáveis na região.
O evento marcou o lançamento do projeto “Cadeia Produtiva do Licuri MCTI: Inovação Sustentável para Bioeconomia da Caatinga”. Esse projeto ambicioso visa impulsionar a pesquisa e desenvolvimento relacionados ao óleo da amêndoa do licuri, bem como ao aproveitamento de resíduos resultantes de seu processamento. A iniciativa busca agregar valor à produção e desenvolver produtos que vão desde formulações com base no óleo até aplicações nas áreas de saúde e bem-estar.
Pesquisas recentes revelaram que o óleo de licuri possui propriedades notáveis, incluindo propriedades anti-inflamatórias, antimicrobianas e cicatrizantes, devido à sua alta concentração de ácido láurico. Isso o torna um produto altamente versátil, com aplicações que vão muito além da alimentação, como na fabricação de cosméticos e produtos farmacológicos.
O secretário de Agricultura de Feira de Santana, Pedro Américo, destacou a importância dessa nova oportunidade para a região.
“Neste ano, enfrentamos desafios significativos, como perdas na produção de milho e feijão. Estamos reavaliando nossas estratégias, não apenas para resolver problemas imediatos, mas também para criar novas oportunidades para nossos produtores e gerar renda adicional”, afirmou.
A Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), apoiada pelo projeto, já colhe os benefícios dessa iniciativa. Com 200 cooperados, incluindo 120 mulheres de 30 comunidades, a cooperativa atua na Bacia do Jacuípe, uma região que produz em média 200 toneladas de licuri por ano.
O projeto “Cadeia Produtiva do Licuri MCTI: Inovação Sustentável para Bioeconomia da Caatinga” é liderado pelo Núcleo de Bioprospecção da Caatinga da Universidade Federal de Pernambuco (NBIOCAAT/UFPE), em colaboração com o Laboratório Nacional de Biociências do MCTI (LNBIO/CNPEM), a Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Projeto Bem Diverso da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia e a Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (COOPES).
A iniciativa promete revolucionar a economia local ao aproveitar os recursos naturais da Caatinga e criar oportunidades inovadoras para a região, consolidando-a como um polo de excelência na produção de licuri e seus derivados.








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