A Índia se torna o palco da cúpula do G20 neste fim de semana (09 e 10/09/2023), com líderes globais reunindo-se em Nova Délhi para discutir questões cruciais que afetam o futuro do mundo. No entanto, a ausência notável dos líderes da China e da Rússia, Xi Jinping e Vladimir Putin, respectivamente, lança uma sombra sobre o evento, enquanto os presidentes dos EUA e do Brasil, Joe Biden e Luiz Inácio Lula da Silva, tentam consolidar alianças em um cenário geopolítico complexo.
A cúpula, que ocorre em 9 e 10 de setembro, reúne líderes de 20 das principais economias do mundo para debater uma série de questões globais, desde a mudança climática até a guerra na Ucrânia. No entanto, as tensões comerciais e geopolíticas estão moldando os debates, com a ausência de Xi Jinping destacando as divisões entre a China, os Estados Unidos e a Índia.
O presidente Joe Biden aproveitará a oportunidade para discutir “uma série de esforços conjuntos para abordar questões globais”, incluindo a mudança climática e os impactos da guerra na Ucrânia. A reunião acontece em um momento crítico, quando os líderes mundiais buscam soluções para os desafios globais.
A guerra na Ucrânia, que já dura anos, continuará sendo um ponto central das discussões, apesar da ausência de Vladimir Putin. O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, representará o país no evento. A Europa, em particular, tem pressionado por uma resolução pacífica do conflito na Ucrânia, e a ausência de Putin pode complicar os esforços diplomáticos.
Além disso, a cúpula enfrenta uma série de desafios complexos, incluindo a busca por alternativas aos combustíveis fósseis e a reestruturação da dívida dos países mais pobres. A ausência da China, uma das maiores economias do mundo, coloca em risco o consenso necessário para abordar essas questões de forma eficaz.
“Sem a China a bordo, algumas questões podem não chegar a qualquer conclusão lógica”, alertou Happymon Jacob, professor de política na Universidade Jawaharlal Nehru, na Índia.
Para o Brasil, a cúpula é especialmente significativa, pois o país assumirá a presidência rotativa do G20 em dezembro. Luiz Inácio Lula da Silva e sua contraparte argentina, Alberto Fernández, representarão a América Latina nas discussões. A liderança brasileira terá a responsabilidade de guiar o grupo durante um período crucial, enfrentando desafios que vão desde a recuperação econômica pós-pandemia até a transição para fontes de energia mais sustentáveis.
A Índia, que tem buscado uma posição mais proeminente no cenário global, utiliza a cúpula do G20 como uma oportunidade para destacar sua importância como ator global. O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, pretende expandir o grupo para um “G21”, com a inclusão da União Africana, e usar a plataforma para promover reformas em instituições multilaterais, como a ONU.
Enquanto os líderes globais se reúnem em Nova Délhi para debater questões críticas, a cidade passou por uma grande transformação para receber o evento. A Índia, que recentemente se tornou a quinta maior economia do mundo, busca mostrar ao mundo uma imagem de modernidade e organização.
Imagens do primeiro-ministro Modi sorridente adornam as ruas da capital, que passou por uma intensa revitalização. Com mais de 4 mil sem-teto transferidos para abrigos temporários, fontes que foram reativadas e uma série de medidas para melhorar a estética da cidade, a Índia se prepara para ser o centro das atenções globais.
*Com informações da RFI.








Deixe um comentário