O governo dos Estados Unidos está enfrentando uma escassez de financiamento para manter o fornecimento de munições para as forças militares ucranianas, alertou o senador democrata Chris Murphy em uma coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (19/09/2023). Essa situação precária pode representar um desastre para a contraofensiva do regime de Kiev caso a Resolução Contínua, uma medida provisória proposta pelo Partido Republicano para manter gastos de curto prazo, seja aprovada.
“Estamos ficando sem financiamento para manter o fluxo de munição para o Exército ucraniano. É tão irresponsável, tão perigoso para os republicanos da Câmara mostrarem ao mundo o potencial abandono desse aliado [Ucrânia]”, expressou o senador.
Atualmente, a Câmara dos Representantes dos EUA é controlada pelos republicanos, que têm autoridade sobre as alocações de recursos financeiros. A Resolução Contínua, elaborada pela maioria republicana, não inclui mais assistência militar à Ucrânia, incluindo o envio de armas e munições.
O apoio financeiro, militar e humanitário dos Estados Unidos à Ucrânia tem diminuído, enfrentando resistência entre os congressistas, especialmente os republicanos. Os EUA já investiram mais de US$ 100 bilhões em apoio ao regime de Kiev, cobrindo equipamentos militares, ajuda econômica e humanitária. Enquanto isso, o país enfrenta sérios desafios financeiros, com sua dívida pública ultrapassando a marca de US$ 33 bilhões pela primeira vez na história.
Esse declínio no apoio à Ucrânia também tem impactado a aprovação do governo do presidente Joe Biden e levantado dúvidas sobre o apoio do Partido Democrata à sua possível reeleição em 2024.
Em seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta terça-feira, o presidente Biden priorizou a questão da crise climática, enquanto a situação na Ucrânia recebeu menos destaque. Embora tenha reafirmado o apoio ao regime de Kiev, Biden abordou o conflito de forma mais breve do que em seu discurso de 2022.
A Ucrânia lançou sua mais recente contraofensiva, conhecida como a campanha de verão, no início de junho. No entanto, três meses depois, o presidente russo, Vladimir Putin, relatou que a contraofensiva ucraniana havia falhado, com um grande número de baixas. Analistas ocidentais também reconheceram a falta de sucesso da contraofensiva ucraniana em várias frentes.
*Com informações da Sputnik News.
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