A Finlândia, após aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), está enfrentando desafios inesperados, revela um artigo do jornal The New York Times. Para os finlandeses, que por décadas cuidaram de sua segurança de maneira independente, a vida na grande aliança se revelou complexa, onerosa e altamente politizada.
O autor do artigo enfatiza que a adesão à OTAN, apesar de ter sido uma escolha considerada relativamente simples para os finlandeses, em comparação com o que se segue, envolve uma série de obstáculos financeiros, legais e estratégicos que agora precisam ser enfrentados. A publicação aponta que a adesão à OTAN é custosa, especialmente quando se trata de auxiliar a Ucrânia, e o horizonte para esses custos não parece ter fim à vista.
“Adesão à OTAN é custosa, e ajuda à Ucrânia é custosa, e não há fim à vista”, afirmou Janne Kuusela, diretor-geral de política de defesa do Ministério da Defesa da Finlândia.
A adesão à OTAN sempre foi considerada uma “vantagem barata” devido à garantia de segurança proporcionada pelo “guarda-chuva nuclear” dos Estados Unidos e ao princípio de defesa coletiva. No entanto, a aliança também impõe uma série de demandas sobre seus membros, que agora precisam tomar decisões complexas e dispendiosas.
De acordo com o artigo, as autoridades finlandesas terão que tomar decisões sobre como transferir tropas e equipamentos para países como Noruega, Suécia ou Estados Bálticos, se necessário, e se devem participar de tarefas da OTAN, como patrulhar o Kosovo ou o Mediterrâneo.
“Precisamos ser capazes de contribuir para a defesa coletiva da OTAN fora das fronteiras da Finlândia, e isso é novo”, enfatizou o general Timo Kivinen, comandante das Forças de Defesa da Finlândia.
Em maio de 2022, a Suécia e a Finlândia formalmente solicitaram a adesão à OTAN, mas a Turquia se recusou a apoiar, citando a presença de membros de organizações que Ancara considera terroristas em seus territórios. Em março de 2023, o parlamento turco ratificou o protocolo de adesão da Finlândia à OTAN, enquanto a candidatura da Suécia à aliança permanece bloqueada por Ancara e Budapeste.
A Finlândia oficialmente aderiu à OTAN em abril de 2023, enquanto a Suécia está em processo de se tornar membro até o final do verão europeu. A Ucrânia e a Geórgia também são consideradas como possíveis membros da OTAN no futuro.
*Com informações da Sputnik News.











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