O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou em uma coletiva de imprensa realizada após uma reunião com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que a Rússia está se preparando para fornecer grãos gratuitamente a seis países africanos “nas próximas semanas”. Esta promessa vem após o término, em julho, do acordo que permitia à Ucrânia exportar cereais livremente, tornando Erdogan um intermediário importante nas delicadas negociações sobre a questão das exportações de cereais ucranianos.
Putin não especificou quais países africanos seriam beneficiados com esse fornecimento de cereais, mas enfatizou que os acordos estão prestes a serem concluídos. No entanto, ambos os presidentes não relataram grandes progressos nas negociações com a Ucrânia, mantendo a tensão em torno das exportações de produtos agrícolas russos.
O desafio dessas negociações é retomar a tempo do início da colheita de outono, prevista para setembro no hemisfério norte, o acordo vital para o abastecimento alimentar mundial, que foi rescindido por Moscou em julho. O pacto, firmado em 2022 com o apoio da Turquia e das Nações Unidas, tinha o objetivo de proteger as exportações de cereais por meio dos portos ucranianos no Mar Negro.
No entanto, o Kremlin argumenta que as sanções ocidentais dificultam a entrada dos produtos russos no mercado internacional e aguarda soluções concretas para a retomada do acordo. As negociações ocorrem em um momento de aumento significativo dos ataques de drones em solo ucraniano e também em território russo, complicando ainda mais as tensões entre as partes.
Durante a noite de domingo, a Ucrânia relatou a destruição de 23 drones explosivos lançados pela Rússia no sul de seu território, com cerca de dez atingindo o solo, sem causar vítimas. Os ataques afetaram armazéns, estruturas de produção e equipamentos industriais no distrito de Izmail, prejudicando a economia da região.
O governador de Odessa, Oleg Kiper, lamentou os danos causados por esses ataques, especialmente nas proximidades do porto de Izmail, que se tornou crucial para as exportações ucranianas desde o bloqueio ao Mar Negro.
Além disso, relatos indicam que dispositivos russos também atingiram instalações industriais no rio Danúbio, e o exército russo afirmou ter realizado um ataque contra depósitos de combustível usados para reabastecer o equipamento militar ucraniano. Na segunda-feira, Moscou alegou ter destruído quatro barcos militares ucranianos no Mar Negro, aumentando ainda mais as tensões entre as nações.
À medida que as negociações em relação ao fornecimento de cereais e a escalada dos conflitos continuam, a comunidade internacional observa com atenção, na esperança de que uma solução pacífica seja encontrada para evitar uma crise alimentar global e um agravamento dos conflitos na região.
*Com informações da RFI.
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