Nesta segunda-feira (16/10/2023), o Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma proposta de resolução apresentada pela Rússia, que buscava estabelecer um cessar-fogo humanitário em meio à escalada de violência no Oriente Médio. A votação evidenciou divisões no conselho, com França, Reino Unido, Estados Unidos e Japão votando contra a proposta russa, enquanto Gabão, China, Moçambique, Emirados Árabes e Rússia votaram a favor. Brasil, Albânia, Suíça, Equador, Gana e Malta se abstiveram. A votação ocorre paralelamente a outra proposta apresentada pela diplomacia brasileira, que também enfatiza a necessidade de proteção aos civis e o acesso humanitário em meio à crescente violência na região.
O texto russo buscava um cessar-fogo humanitário e condenava a violência contra civis, bem como todos os atos de terrorismo. Além disso, destacava a necessidade de libertação de reféns, acesso à ajuda humanitária e evacuação segura de civis. No entanto, o texto enfrentou críticas de não condenar de maneira explícita os atos do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023.
Enquanto isso, a proposta brasileira ressalta a importância da proteção de civis e do fornecimento de ajuda humanitária. O rascunho também pede a revogação imediata da ordem de evacuação em Gaza e a criação de pausas humanitárias para garantir o acesso seguro e ininterrupto de assistência. A resolução enfatiza a necessidade de fornecer eletricidade, água, alimentos e suprimentos médicos essenciais para garantir a sobrevivência dos civis, além da proteção das instalações da ONU e dos profissionais de saúde.
No entanto, o impasse diplomático persiste. A Rússia sugeriu emendas ao texto brasileiro, pedindo um cessar-fogo humanitário e a condenação de ataques indiscriminados contra civis e Gaza. Além disso, a diplomacia russa condenou a imposição do bloqueio a Gaza, considerando-a uma violação do direito humanitário internacional.
A última resolução adotada pelo Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio ocorreu em 2016 e condenava a atividade de assentamentos israelenses como uma “violação flagrante” do direito internacional. O Brasil, que atualmente ocupa um assento rotativo no Conselho, demonstra sua influência na busca por uma solução pacífica para o conflito.
*Com informações da ONU News.
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