Conselho de Segurança da ONU não adota resolução russa sobre crise no Oriente Médio

França, Reino Unido, Estados Unidos e Japão votaram contra, enquanto cinco países votaram a favor, e seis membros se abstiveram, incluindo o Brasil. (Foto: Manuel Elias/UN Photo)
França, Reino Unido, Estados Unidos e Japão votaram contra, enquanto cinco países votaram a favor, e seis membros se abstiveram, incluindo o Brasil. (Foto: Manuel Elias/UN Photo)

Nesta segunda-feira (16/10/2023), o Conselho de Segurança da ONU rejeitou uma proposta de resolução apresentada pela Rússia, que buscava estabelecer um cessar-fogo humanitário em meio à escalada de violência no Oriente Médio. A votação evidenciou divisões no conselho, com França, Reino Unido, Estados Unidos e Japão votando contra a proposta russa, enquanto Gabão, China, Moçambique, Emirados Árabes e Rússia votaram a favor. Brasil, Albânia, Suíça, Equador, Gana e Malta se abstiveram. A votação ocorre paralelamente a outra proposta apresentada pela diplomacia brasileira, que também enfatiza a necessidade de proteção aos civis e o acesso humanitário em meio à crescente violência na região.

O texto russo buscava um cessar-fogo humanitário e condenava a violência contra civis, bem como todos os atos de terrorismo. Além disso, destacava a necessidade de libertação de reféns, acesso à ajuda humanitária e evacuação segura de civis. No entanto, o texto enfrentou críticas de não condenar de maneira explícita os atos do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023.

Enquanto isso, a proposta brasileira ressalta a importância da proteção de civis e do fornecimento de ajuda humanitária. O rascunho também pede a revogação imediata da ordem de evacuação em Gaza e a criação de pausas humanitárias para garantir o acesso seguro e ininterrupto de assistência. A resolução enfatiza a necessidade de fornecer eletricidade, água, alimentos e suprimentos médicos essenciais para garantir a sobrevivência dos civis, além da proteção das instalações da ONU e dos profissionais de saúde.

No entanto, o impasse diplomático persiste. A Rússia sugeriu emendas ao texto brasileiro, pedindo um cessar-fogo humanitário e a condenação de ataques indiscriminados contra civis e Gaza. Além disso, a diplomacia russa condenou a imposição do bloqueio a Gaza, considerando-a uma violação do direito humanitário internacional.

A última resolução adotada pelo Conselho de Segurança sobre o Oriente Médio ocorreu em 2016 e condenava a atividade de assentamentos israelenses como uma “violação flagrante” do direito internacional. O Brasil, que atualmente ocupa um assento rotativo no Conselho, demonstra sua influência na busca por uma solução pacífica para o conflito.

*Com informações da ONU News.


Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe to get the latest posts sent to your email.

Facebook
Threads
WhatsApp
Twitter
LinkedIn

Deixe um comentário

Discover more from Jornal Grande Bahia (JGB)

Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

Continue reading

Privacidade e Cookies: O Jornal Grande Bahia usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso deles. Para saber mais, inclusive sobre como controlar os cookies, consulte: Política de Cookies.