Conselho de Segurança da ONU realiza sessão fechada sobre guerra entre Israel e Hamas; Presidente dos EUA promete apoio total aos israelenses

Edifício em chamas no centro de Gaza.
Edifício em chamas no centro de Gaza.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizou neste domingo (08/10/2023) uma reunião fechada em Nova Iorque neste domingo, em resposta aos ataques na manhã de sábado contra Israel por militantes palestinos. A resposta israelense incluiu bombardeios aéreos em Gaza, resultando em danos massivos e aumento do número de mortos. Além disso, confrontos e relatos de falta de alimentos surgiram na fronteira entre Israel e Líbano.

Na manhã de domingo, a Unifil, operação de manutenção da paz da ONU no Líbano, detectou vários foguetes disparados em direção ao território ocupado por Israel e fogo de artilharia de Israel em resposta, ao longo da “Linha Azul”, área de atuação da missão. A Unifil está em contato com as autoridades das partes para conter a situação e evitar uma escalada mais grave.

O chefe da ONU para o Processo de Paz no Oriente Médio, Tor Wennesland, também está em contato com vários atores regionais e internacionais para discutir a situação e buscar formas de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza e evitar mortes de civis.

Com a escalada da violência, a população enfrenta desafios no acesso a mantimentos essenciais, com redes de distribuição interrompidas e produção prejudicada. O Programa Mundial de Alimentos apela por acesso humanitário seguro e desimpedido às áreas afetadas e pede que todas as partes protejam vidas civis e respeitem o direito humanitário.

A reunião do Conselho de Segurança não resultou em um consenso sobre o conflito, indicando a complexidade e a falta de unanimidade no grupo. O Brasil, atualmente presidindo o Conselho, convocou a reunião e destacou a importância de um retorno ao processo negociador o mais rápido possível. Os Estados Unidos anunciaram o envio de ajuda militar a Israel em meio à crise.

O Oriente Médio continua sendo uma região instável e conflituosa, e a escalada da violência preocupa a comunidade internacional, que busca uma solução para o conflito. A diplomacia e o diálogo são cruciais para encontrar uma saída pacífica para a situação.

Israel adverte o Hamas: “Arque com resultados como nunca se viu antes”; Presidente dos EUA promete apoio total a Israel 

A escalada do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas continua a gerar tensões e preocupações na região, com Israel fazendo uma advertência enfática ao Hamas e recebendo apoio dos Estados Unidos.

Em uma carta ao Conselho de Segurança da ONU, o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, declarou que o Hamas “arcará com os resultados” de seu ataque. Ele enfatizou o compromisso de Israel em proteger seus cidadãos e sua soberania contra os ataques terroristas originados na Faixa de Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também destacou a determinação de Israel em enfrentar o Hamas. Ele afirmou que o inimigo “pagará um preço que nunca conheceu” e enfatizou que Israel está em uma guerra que vencerá.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, entrou em contato com Netanyahu para oferecer apoio e solidariedade a Israel. Ele assegurou que os EUA estão ao lado de Israel e apoiarão seu direito à autodefesa. Biden enfatizou que os Estados Unidos não darão as costas ao povo israelense e fornecerão o apoio necessário.

Netanyahu também conversou com líderes de outras nações, incluindo o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, que expressaram total apoio ao direito de Israel de se defender.

O conflito em curso já foi descrito como o pior ataque a Israel em décadas e promete intensificar-se ainda mais. Desde 1973, o Hamas não lançava uma operação tão intensa. Até o momento, pelo menos 200 israelenses foram mortos e 1.100 ficaram feridos, enquanto Gaza relatou mais de 230 mortes e 1.600 feridos.

O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, afirmou que o ataque começado em Gaza se espalhará para a Cisjordânia e Jerusalém. Ele destacou que o evento revela a preparação e a determinação do grupo.

O ministro da Defesa israelense, Yoav Galant, responsabilizou o Hamas pelo conflito e declarou que o grupo “abriu as portas do inferno”.

O Irã se pronunciou sobre a situação, afirmando que a operação do Hamas foi uma resposta à política belicista e provocadora de Israel. O país pediu aos estados muçulmanos que apoiem os direitos dos palestinos.


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