Em uma reunião realizada em Brasília nesta terça-feira (31/10/2023), o governador Jerônimo Rodrigues representou o Consórcio Nordeste em um encontro com a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil, Marina Silva. O foco da reunião foi a Câmara Temática (CT) de Meio Ambiente do Consórcio Nordeste, a participação do Consórcio na COP 28 e a criação do Fundo de Reconstrução da Caatinga. O secretário do Meio Ambiente do Estado, Eduardo Sodré, que é o coordenador da CT, acompanhou o governador durante a agenda.
Jerônimo Rodrigues destacou que a criação do Fundo de Reconstrução da Caatinga é uma parte de um projeto maior, que envolve o papel desse bioma na política nacional de meio ambiente. A proposta é criar um fundo pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) focado na caatinga, seguindo o modelo do Fundo da Amazônia, que reúne doações internacionais para financiar ações de redução de emissões, combate ao desmatamento e apoio a comunidades tradicionais e ONGs. No caso da caatinga, que possui características e desafios específicos, as estratégias do fundo serão adaptadas à sua realidade.
Marina Silva ressaltou a inspiração do Fundo Amazônia para iniciativas semelhantes e mencionou o potencial da caatinga para se tornar uma base de segurança energética. Durante a reunião, foram discutidas formas de captação de recursos para o Fundo e a aplicação desses recursos na criação de sistemas de monitoramento e proteção dos ecossistemas da caatinga.
A equipe técnica do Ministério conheceu os objetivos e políticas planejados, bem como a estrutura proposta para o Fundo. Eduardo Sodré enfatizou a importância de considerar a caatinga como parte da transição energética do país e integrá-la às políticas do Ministério.
O governador Jerônimo Rodrigues aproveitou a oportunidade para enfatizar a relevância de manter um debate constante sobre a caatinga e pleiteou uma participação significativa do Nordeste na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2023 (COP 28), a fim de levar essa discussão ao cenário internacional. Atualmente, 27,8 milhões de nordestinos vivem na caatinga, incluindo 1,8 milhões de agricultores familiares.








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