Nesta terça-feira (31/10/2023), a Polícia Federal (PF) efetuou a prisão de Taillon Barbosa e seu pai Dalmir Barbosa, acusados de liderar uma milícia atuante na zona oeste do Rio de Janeiro. As prisões ocorrem menos de um mês após o trágico assassinato de três médicos na Barra da Tijuca, onde a principal linha de investigação sugere que os criminosos confundiram uma das vítimas, Perseu Ribeiro Almeida, com Taillon Barbosa. Nesse episódio, também perderam a vida Marcos de Andrade Corsato e Diego Ralf Bomfim, irmão da deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP).
O crime aconteceu na madrugada de 5 de outubro, em um quiosque na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, onde os médicos estavam participando de um congresso internacional de cirurgia ortopédica. O ataque foi registrado por câmeras de segurança, mostrando quatro homens armados descendo de um veículo e efetuando os disparos. Após o crime, quatro corpos foram encontrados dentro de dois veículos em diferentes localidades da zona oeste, levantando suspeitas de que os assassinos tenham sido mortos pelo próprio tráfico após terem confundido os médicos.
Por determinação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a PF assumiu a investigação do caso. Taillon e seu pai foram presos na Barra da Tijuca, e durante a ação, foram realizados mandados de busca e apreensão em suas residências.
Taillon Barbosa havia sido preso em dezembro de 2020 e condenado em junho de 2022 por diversas atividades ilícitas relacionadas à exploração ilegal do transporte alternativo, cobrança de “taxas de segurança” de comerciantes e moradores, promoção de invasões e grilagem de terras, além de construção imobiliária clandestina. Apesar da condenação a oito anos e quatro meses de prisão, ele havia recebido permissão para prisão domiciliar em março deste ano, com permissão para sair de casa durante o dia.
O pai de Taillon, Dalmir, também possui antecedentes criminais, tendo sido expulso da polícia militar após seu envolvimento com milícias ser comprovado em uma CPI da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) em 2008.
*Com informações da Agência Brasil.







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