O Mercosul alcançou um feito histórico nesta quinta-feira (07/12/2023) ao assinar um acordo de livre comércio com Cingapura. A parceria, considerada um marco importante, abre portas para uma aliança estratégica entre o bloco sul-americano e o país asiático, que se destaca por seu PIB robusto e avançada tecnologia. O professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, ressaltou a relevância da aliança, que proporcionará ao Mercosul um acesso facilitado ao comércio asiático como um todo.
“Cingapura, como membro da ASEAN, facilitará o acesso do Mercosul ao comércio asiático como um todo. O comércio atual de 8 bilhões de dólares entre o Brasil e Cingapura é significativo, sendo a China o único parceiro asiático de maior magnitude. É um marco histórico”, destacou Trevisan.
Para o Brasil, o acordo representa uma oportunidade única de expandir as exportações do agronegócio e atrair investimentos em setores estratégicos de tecnologia. A proximidade tecnológica de Cingapura oferece vantagens adicionais, impulsionando a venda de serviços e produtos tecnológicos brasileiros.
“Esse acordo não apenas fortalece os laços econômicos, mas também serve como a primeira parceria do Brasil com a Ásia, abrindo portas para diversos produtos brasileiros”, afirmou o especialista.
Trevisan ressaltou que o agronegócio será o setor mais beneficiado, garantindo uma entrada preferencial na Ásia. Além disso, a indústria de transformação brasileira também poderá colher benefícios desse acordo.
“Cingapura consumirá o produto do agronegócio brasileiro e argentino com grande vantagem. Também haverá uma possibilidade muito ampla para o Mercosul receber investimentos, principalmente em setores estratégicos de tecnologia”, afirmou o especialista.
Tales Simões, pesquisador da USP, destacou a singular importância de Cingapura como um “portão de entrada” e um crucial “hub” no Sudeste Asiático. Sendo o segundo maior parceiro comercial do Brasil após a China, Cingapura desempenhará um papel-chave na facilitação das exportações brasileiras para o Sudeste Asiático.
*Com informações da Sputnik News.











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