O Ministério Público Federal da Bahia (MPF/BA) está aguardando o compartilhamento das provas do inquérito sobre o assassinato da yalorixá Mãe Bernadete para avaliação conjunta com a Polícia Federal (PF). O procurador da República Ruy Nestor Bastos Mello, responsável pelo monitoramento do inquérito, destaca que a Justiça Federal solicitou as evidências à Polícia Civil baiana em outubro, mas até o momento não obteve os documentos.
O pedido de compartilhamento foi motivado por reportagens jornalísticas e notíciapfs-crime que indicam o envolvimento de André Janones (Avante-MG) no caso. A PF, mesmo realizando algumas diligências, não teve acesso à documentação crucial, incluindo quebras de sigilo. O procurador Ruy Mello ressalta que a falta dessas informações prejudicou a efetividade da investigação federal.
“A gente não teve acesso à documentação mais importante, algumas quebras de sigilo. Houve, de fato, um prejuízo para a Polícia Federal no sentido de não ter tido acesso a essa documentação”, afirma o procurador.
Ele planeja reiterar o pedido caso o compartilhamento demore significativamente. Embora tenha sugerido uma investigação conjunta com o Ministério Público Estadual (MPE), essa proposta não foi aceita pela instituição.
Em 16 de novembro, o MPE denunciou cinco pessoas pelo assassinato de Mãe Bernadete, alegando que a motivação foi a “retaliação de um grupo responsável pelo tráfico de drogas naquela região”. A família discorda dessa linha de investigação, sugerindo que os envolvidos no tráfico foram contratados para encobrir figuras de maior influência por trás do crime.
O procurador Ruy Mello não pode afirmar se a motivação do crime é diferente da apontada pela denúncia do MPE, pois ainda não teve acesso às provas colhidas. Ele menciona a possibilidade de análises adicionais em conjunto com a PF. Ruy Mello destaca também que o inquérito sobre a morte do filho de Mãe Bernadete, Binho do Quilombo, está em andamento, sem confirmação, até o momento, sobre a ligação entre os mandantes nos dois casos.
*Com informações da Agência Brasil.








Deixe um comentário