Em uma cerimônia realizada nesta quinta-feira (18/01/2024), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva formalizou um acordo de parceria com o estado da Bahia e o Senai Cimatec, estabelecendo os alicerces para a criação do Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia. O Planalto destaca que este empreendimento representa não apenas um avanço tecnológico, mas, acima de tudo, a inserção do Brasil no próspero mercado aeroespacial global, que movimentou incríveis US$ 807,7 bilhões em 2023, podendo atingir a marca de US$ 1,4 trilhão até 2032.
A área destinada ao Parque, situada na Base Aérea de Salvador (BASV) e cedida pela União ao Senai Cimatec, será um ambiente dedicado ao fomento do ensino, pesquisa avançada e inovação no campo aeroespacial. O plano estratégico do governo delineia quatro vertentes de atuação: Espaço, Defesa, Mobilidade Aérea Avançada e Aeronáutica Comercial. Dentro dessas categorias, estudos abrangerão desde sistemas avançados de voo até novas tecnologias de energia e cibersegurança aeroespacial.
Durante a cerimônia de assinatura, o presidente Lula enfatizou a importância desses empreendimentos para a formação profissional no Brasil, afirmando que os benefícios vão além da geração de conhecimento, estendendo-se à educação. Ele também ressaltou que o investimento em educação é crucial para o crescimento do país, destacando a oportunidade de crescimento no contexto global de esforços para diminuir o aquecimento global.
Além disso, o Parque Tecnológico Aeroespacial já despertou o interesse do setor privado, com a assinatura de memorandos de parceria durante a cerimônia. Empresas especializadas em veículos aéreos não tripulados, inteligência artificial, entrega de encomendas por drones e plataformas de altitude elevada para voos não tripulados na estratosfera estão entre as parceiras em potencial.
A ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou o desenvolvimento planejado, incluindo veículos não tripulados e um satélite de observação de alta resolução. O projeto, impulsionado pelo reforço do Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia, também representa um esforço significativo para enfrentar as desigualdades regionais no país.
Com investimentos previstos de R$ 650 milhões, a expectativa é que o Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia comece a operar no primeiro semestre de 2025, marcando um capítulo crucial na trajetória do Brasil no setor aeroespacial.
O Parque
O Parque Tecnológico Aeroespacial da Bahia foi formalizado em 18 de janeiro de 2024, em Salvador. O parque objetiva promover pesquisas avançadas e inovação no setor aeroespacial, e fomentar o ensino. O empreendimento é resultado de Parceria Público-Privada (PPP) entre o Governo Federal, o Estado da Bahia, o Ministério da Defesa, o Comando da Aeronáutica e o Senai Cimatec e a estimativa é que ele comece a operar a partir de 2025.
O Senai Cimatec espera que o parque gere cerca de 2 mil empregos nos próximos dez anos. O investimento na construção do parque é de R$ 650 milhões, e um valor equivalente será investido em equipamentos e laboratórios
O Senai Cimatec espera que o empreendimento gere cerca de 2 mil empregos nos próximos dez anos. O investimento na construção do parque é de R$ 650 milhões, e um valor equivalente será investido em equipamentos e laboratórios.
O conceito
O conceito de um Parque Tecnológico Aeroespacial na Bahia envolve a criação de uma infraestrutura dedicada ao desenvolvimento, pesquisa e inovação nas áreas relacionadas à indústria aeroespacial e tecnologias afins. Este tipo de parque tecnológico visa impulsionar o crescimento econômico, promover a inovação e fortalecer a competitividade regional e nacional.
Aeroespacial refere-se a atividades relacionadas à aviação e exploração espacial, incluindo o desenvolvimento de aeronaves, satélites, tecnologias espaciais, sistemas de propulsão, entre outros. Ao estabelecer um Parque Tecnológico Aeroespacial, a Bahia poderia criar um ambiente propício para o surgimento e crescimento de empresas, instituições de pesquisa e centros de desenvolvimento tecnológico voltados para essas áreas específicas.
Alguns dos principais elementos associados a um Parque Tecnológico Aeroespacial na Bahia podem incluir:
- Pesquisa e Desenvolvimento (P&D): Instalações dedicadas à pesquisa avançada e desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais, incluindo laboratórios equipados com tecnologia de ponta para experimentação e prototipagem.
- Centros de Inovação: Espaços para a colaboração entre empresas, instituições de ensino superior e centros de pesquisa, fomentando a inovação por meio de parcerias estratégicas e projetos conjuntos.
- Incubadoras e Aceleradoras: Apoio a startups e empresas emergentes na área aeroespacial, oferecendo infraestrutura, orientação técnica, acesso a financiamento e oportunidades de networking.
- Educação e Treinamento: Instituições de ensino especializadas em formação técnica e científica relacionada à indústria aeroespacial, criando uma mão de obra qualificada para atender às demandas do setor.
- Infraestrutura Logística: Proximidade aeroportuária e acesso facilitado a vias de transporte para facilitar a movimentação de equipamentos e materiais.
- Colaboração Internacional: Estímulo à cooperação internacional com outras instituições, empresas e centros de pesquisa na área aeroespacial, promovendo intercâmbio de conhecimento e tecnologia.
- Sustentabilidade: Incentivo ao desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais sustentáveis e ecologicamente corretas.
A implementação de um Parque Tecnológico Aeroespacial na Bahia pode impulsionar não apenas a economia local, mas também contribuir para o avanço tecnológico do país como um todo, posicionando o Brasil como um player relevante na indústria aeroespacial global.











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