Em um cenário de crescente desigualdade global, o mais recente relatório da Oxfam, intitulado “Desigualdade S.A.”, expõe um aumento extraordinário na fortuna dos cinco homens mais ricos do mundo, que ultrapassou a marca de US$ 869 bilhões desde 2020, a uma taxa assombrosa de US$ 14 milhões por hora. Enquanto isso, quase 5 bilhões de pessoas viram suas condições financeiras deteriorarem-se. O documento, lançado nesta segunda-feira (15/01/2024), também prevê que o mundo pode testemunhar seu primeiro trilionário em uma década, ao passo que a erradicação da pobreza pode demorar mais de dois séculos.
Os dados revelados pelo relatório destacam a gravidade da desigualdade econômica, mostrando que o poder e a riqueza se concentram cada vez mais nas mãos de poucos super-ricos. A diretora executiva da Oxfam Brasil, Katia Maia, alerta para a correlação entre desigualdade de renda e questões raciais e de gênero no país. Enquanto os quatro dos cinco bilionários brasileiros mais ricos experimentaram um aumento de 51% em suas fortunas desde 2020, 129 milhões de brasileiros caíram na pobreza durante o mesmo período.
O relatório também destaca a alarmante disparidade de renda entre pessoas brancas e negras no Brasil, com o rendimento médio dos brancos sendo mais de 70% superior. A pessoa mais rica do país possui uma fortuna equivalente à metade mais pobre da população, destacando a extensão da desigualdade financeira.
Além disso, o estudo aponta para o poder corporativo desenfreado como uma das principais causas dessa desigualdade. Empresas monopolistas e bilionários, segundo a Oxfam, estão exacerbando as disparidades, pressionando trabalhadores, promovendo a evasão fiscal e contribuindo para o colapso climático. O relatório enfatiza que sete das 10 maiores empresas do mundo possuem um bilionário como CEO ou principal acionista.
A Oxfam defende uma série de medidas para reverter essa tendência, incluindo a oferta de serviços públicos, regulação mais rigorosa das empresas, quebra de monopólios e a implementação de impostos permanentes sobre riqueza e lucros excedentes.
*Com informações da Agência Brasil.











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