O Brasil se torna um ponto focal estratégico em nível global ao assumir a presidência do G20, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destaca a oportunidade de posicionar o país como líder nas discussões sobre governança mundial. Em entrevista ao podcast Mundioka, analistas ressaltam a importância de destacar os três pilares da agenda internacional de Lula: o combate à pobreza, as mudanças climáticas e a reforma na governança global.
A cúpula do G20, programada para ocorrer no Rio de Janeiro entre 18 e 19 de novembro de 2024, apresenta desafios significativos. Especialistas discutem os principais pontos da agenda, incluindo mais de 120 reuniões de trabalho em diferentes cidades do Brasil. Lier Pires Ferreira, professor de relações internacionais do Ibmec, destaca a ênfase do Brasil em temas cruciais, como o combate à pobreza, as questões climáticas e a perspectiva da governança global.
A incerteza quanto à presença do presidente russo, Vladimir Putin, na cúpula adiciona complexidade ao evento. Celso Amorim, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, afirma a importância da participação russa, apesar dos desafios legais decorrentes de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional. Ferreira destaca as implicações políticas, considerando a Rússia como uma das principais potências bélicas do mundo.
Questionado sobre os benefícios para o Brasil ao sediar a cúpula do G20, Ferreira enfatiza a oportunidade única de colocar em destaque temas essenciais, a custo relativamente baixo. Ele destaca a visibilidade internacional que o evento traz, permitindo ao Brasil liderar um encontro que reúne as principais economias globais.
A preparação para o evento já está em andamento, com mais de 100 reuniões ao longo do ano, culminando na cúpula de novembro. Lucas Padilha, coordenador de relações internacionais da Prefeitura do Rio de Janeiro, destaca a importância de mostrar a capacidade da cidade em sediar eventos de cúpula e ressalta o valor intangível de receber líderes mundiais.
Apesar dos desafios de segurança associados ao Rio de Janeiro, Padilha destaca os esforços intensos em andamento para garantir a tranquilidade do evento. Com o Brasil imerso em um “superciclo diplomático,” incluindo a COP30 em 2025 e a presidência do BRICS, a nação busca retornar ao cenário global de maneira assertiva.








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