Nesta sexta-feira (05/01/2024), durante uma entrevista à GloboNews, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, chocou o país ao revelar que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro realizou uma operação de espionagem, monitorando mais de 30 mil opositores entre 2019 e 2022. Rodrigues detalhou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi a responsável pela ação, que aconteceu à margem da legalidade, sem autorização judicial.
Os dados coletados de forma ilegal foram armazenados em uma nuvem localizada em um servidor em Israel. “Esses dados das pessoas, cidadãos brasileiros que foram monitorados, estavam armazenados na nuvem em Israel, porque a empresa responsável por essa ferramenta é israelense”, afirmou Rodrigues. Além da ilegalidade da prática, o sistema utilizado para realizar a espionagem opera fora da legislação brasileira: é o FirsMile, da empresa israelense Cognyte, adquirido durante o governo do ex-presidente Michel Temer para ser usado na intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.
A revelação lança luz sobre a extensão da vigilância governamental e suscita preocupações sobre a violação da privacidade e dos direitos civis. A operação de espionagem, agora exposta, coloca em xeque a integridade das instituições de inteligência do país e destaca a necessidade urgente de uma investigação independente.
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