Nesta terça-feira (20/02/2024), no segundo dia de audiências na Corte Internacional de Justiça em Haia, a África do Sul apresentou acusações contundentes contra Israel, alegando que o país pratica um apartheid mais extremo em Gaza do que o vivido pelo povo sul-africano até 1994. O embaixador sul-africano nos Países Baixos, Vusimuzi Madonsela, declarou que é responsabilidade especial da África do Sul e da comunidade internacional denunciar e encerrar imediatamente as práticas de apartheid onde quer que ocorram. Ele ressaltou que as políticas discriminatórias de Israel contra os palestinos representam uma forma ainda mais extrema de apartheid institucionalizado. Israel, por sua vez, rejeita a legitimidade das discussões na corte e argumenta que a África do Sul apresenta apenas “metade da história”.
Em meio às audiências, o governo israelense anunciou planos de limitar o número de cidadãos muçulmanos autorizados a participar das orações na Mesquita Al-Aqsa, em Jerusalém, durante o próximo mês sagrado do Ramadã. Essa medida foi criticada por líderes árabes e condenada como uma provocação. Anteriormente, o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, havia sido criticado por políticas consideradas radicais e extremistas, inclusive pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden.
*Com informações da Sputnik News.








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