No dia 11 de janeiro de 2024, um episódio de violência e desrespeito às leis agrárias abalou a tranquilidade da Associação dos Agricultores da Pindoba, localizada no bairro Ouro Negro, em Candeias, Bahia.
A vítima, acompanhada por seu advogado, relatou a autoridade policial da 20ª Delegacia Territorial Candeias que um grupo liderado RSN, conhecido como D, invadiu a propriedade com máquinas retroescavadeiras e seguranças armados.
Apresentadas pela vítima, testemunhas afirmam que todas as plantações foram devastadas, enquanto os assentados foram expulsos do local.
Alem deste fato, o avanço dos danos para propriedades vizinhas intensifica a disputa judicial pela posse e indenização, que se encontra em discussão no Poder Judiciário da Comarca de Candeias.
O registro policial também inclui o relato de CSSS, que enfrenta situação semelhante em terreno próximo.
As informações constam no Boletim De Ocorrência nº 00027417/2024-A04 e forma repassadas por fonte ao Jornal Grande Bahia que narrou fatos similares denunciados pela imprensa:
- — Em 20 de junho de 2020, o Correio publicou reportagem com título ‘Operação investiga empresa que tentou grilar terreno no CIA’
- — Em agosto de 2020, o Farol da Bahia, publicou reportagem com título ‘Em Candeias, SDE confirma prática de grilagem por irmão de vereador’
Ineficiência do Poder Judiciário, corrupção de policiais e poder capitalista favorece tática do invasor
O registro de um novo caso de invasão de terras em Candeias, conforme registrado no Boletim Policial nº 00027417/2024-A04, lança luz sobre uma questão profundamente enraizada que afeta diretamente pessoas em estado de vulnerabilidade social. A ineficiência do Judiciário, a corrupção dentro das forças policiais e o poder capitalista convergem para favorecer a tática do invasor, exacerbando as dificuldades enfrentadas por indivíduos e comunidades marginalizadas.
Primeiramente, a ineficiência do Judiciário desempenha um papel crucial. Para pessoas em situação de vulnerabilidade social, a busca por justiça pode ser uma jornada árdua e muitas vezes infrutífera. Os processos judiciais arrastam-se por anos, se não décadas, deixando os mais vulneráveis à mercê dos invasores, que muitas vezes têm recursos financeiros e influência para manipular o sistema legal em seu favor. A falta de acesso efetivo à justiça perpetua a sensação de impotência e desamparo entre aqueles que mais precisam de proteção.
Além disso, a corrupção dentro das forças policiais agrava ainda mais a situação. Em muitos casos, as comunidades vulneráveis enfrentam não apenas a ameaça dos invasores de terra, mas também a coerção e a intimidação por parte de policiais corruptos que estão coniventes com os interesses dos invasores ou mesmo se beneficiam diretamente das invasões. Isso cria um ambiente de medo e desconfiança em relação à aplicação da lei, minando ainda mais a segurança e o bem-estar das pessoas vulneráveis.
Por último, o poder capitalista exerce uma influência significativa sobre a dinâmica das invasões de terras. Muitas vezes, os invasores são incentivados por interesses econômicos que visam a exploração de recursos naturais, a expansão de projetos imobiliários ou outras atividades lucrativas. O poder econômico desses grupos permite-lhes manipular e distorcer as leis e regulamentos em seu próprio benefício, enquanto as comunidades vulneráveis são deixadas à margem, sem proteção adequada contra a exploração e o deslocamento forçado.
Portanto, a tática do invasor de terras em Candeias e em outras regiões frequentemente tem como alvo pessoas em estado de vulnerabilidade social, exacerbando as desigualdades e perpetuando a injustiça social. A ineficiência do Judiciário, a corrupção policial e o poder capitalista não apenas facilitam as invasões de terras, mas também perpetuam um ciclo de marginalização e exclusão para aqueles que mais precisam de proteção e apoio. Enquanto essas questões estruturais não forem abordadas de forma abrangente e eficaz, as comunidades vulneráveis continuarão a enfrentar ameaças à sua segurança e dignidade básica.










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