Jair Renan Bolsonaro é indiciado por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro

Nesta quinta-feira (15/02/2024), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) anunciou a conclusão do inquérito relacionado à Operação Nexum, deflagrada em agosto do ano anterior, visando desvendar um suposto esquema de fraudes, estelionato, falsificação de documentos, sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. O caso envolve Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, e seu instrutor de tiro, Maciel Alves.

Segundo informações da PCDF, ao término das investigações, cujos detalhes permanecem sob sigilo, tanto Jair Renan quanto Maciel Alves foram formalmente acusados pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de dinheiro. O relatório final da investigação foi encaminhado ao Poder Judiciário em 8 de fevereiro. Agora, cabe ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) analisar o caso e decidir sobre a possível oferta de denúncia contra ambos, para a instauração de um processo penal na Justiça.

No ano anterior, uma operação de busca e apreensão foi realizada contra os acusados. O inquérito indicava, conforme os investigadores, “a existência de uma associação criminosa cuja estratégia para obter indevida vantagem econômica passa pela inserção de um terceiro, ‘testa de ferro’ ou ‘laranja’, para se ocultar o verdadeiro proprietário das empresas de fachada ou empresas ‘fantasmas’, utilizadas pelo alvo principal e seus comparsas”. A Operação Nexum foi conduzida pelo Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor) da Polícia Civil do DF.

A Agência Brasil tentou contatar o advogado Admar Gonzaga, responsável pela defesa de Jair Renan, que preferiu não comentar o caso neste momento. A defesa de Maciel Alves não foi localizada até a publicação desta matéria.

*Com informações da Agência Brasil.


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