Durante a Conferência de Segurança de Munique, o chefe de política externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, ressaltou que o bloco possui capacidade de produção adequada para fornecer munições à Ucrânia, porém enfrenta uma lacuna significativa de financiamento. Borrell destacou a importância da munição clássica para armas, enfatizando os apelos do presidente ucraniano, Vladimir Zelensky, por apoio nesse sentido. Ele acrescentou que os fabricantes de defesa necessitam de novas encomendas para impulsionar a produção, sugerindo que o futuro do conflito na Ucrânia depende cada vez mais de tecnologias como veículos aéreos não tripulados e inteligência artificial.
Borrell também reconheceu que a UE mostrou hesitação em fornecer novos tipos de armamento a Kiev e sugeriu que a situação no campo de batalha poderia ter tido desdobramentos diferentes caso as ações do bloco tivessem sido mais decisivas. Desde o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, em fevereiro de 2022, países ocidentais têm fornecido ajuda militar e financeira ao país. No entanto, o Kremlin tem alertado consistentemente contra o aumento do fornecimento de armas à Ucrânia, afirmando que isso poderia levar a uma nova escalada do conflito. Em resposta, a Rússia enviou uma nota diplomática à OTAN em abril de 2022, alertando que qualquer carga de armas destinada à Ucrânia se tornaria um alvo legítimo para ataques russos.
*Com informações da Sputnik News.








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